Conteúdo revisado pelo Dr. Jonathan Doyun Cha, urologista especializado em doenças prostáticas e cirurgias minimamente invasivas
Rezum é a terapia por vapor de água que trata a próstata aumentada sem cortes, sem anestesia geral e com preservação da função sexual
O Rezum trata a hiperplasia prostática benigna (HPB) de forma minimamente invasiva e sem comprometer a vida sexual na maioria dos casos.
Quando o diagnóstico de hiperplasia prostática benigna (HPB) surge, muitos homens se perguntam se precisarão de cirurgia e se o tratamento pode afetar a vida sexual. Essas dúvidas são comuns no consultório.
Nesse contexto, o Rezum surge como alternativa. O método usa vapor de água para reduzir o tecido prostático, sem cortes e sem anestesia geral, o que torna o procedimento menos invasivo.
Ao longo deste artigo, você vai entender como o Rezum funciona, para quem é indicado, como ocorre a recuperação e o que realmente muda, ou não, na vida sexual após o tratamento.
Se a ideia de tratar a HPB sem uma cirurgia convencional faz sentido para o seu momento, este conteúdo foi escrito pensando em você.
O que é o tratamento Rezum?
O Rezum é uma terapia térmica que usa vapor de água para reduzir o excesso de tecido da próstata responsável pela obstrução urinária.
Diferente de cirurgias que cortam ou raspam a glândula, o método age de dentro para fora.
Durante o procedimento, o médico injeta pequenas doses de vapor diretamente no tecido prostático aumentado. Como resultado, o calor provoca uma reação controlada que destrói as células em excesso.
Com o tempo, o próprio organismo reabsorve esse tecido, o que melhora o fluxo urinário e alivia os sintomas.
Como funciona o vapor de água?
O médico introduz um dispositivo fino pela uretra até a próstata, guiado por uma câmera chamada cistoscópio. Em seguida, aplica pequenas doses de vapor, cada uma dura cerca de 9 segundos, em pontos estratégicos do tecido prostático.
O calor destrói as células naquela região e, nas semanas seguintes, o próprio organismo reabsorve o tecido tratado.
Como resultado, o canal urinário se desobstrui de forma progressiva. A melhora dos sintomas geralmente aparece entre 2 semanas e 3 meses após o procedimento.
Diferente da cirurgia tradicional, que remove o tecido imediatamente, o Rezum permite que o corpo faça esse processo de forma gradual e natural.
O que acontece com o tecido prostático?
Após a aplicação do vapor, o organismo reconhece as células destruídas e ativa uma resposta inflamatória localizada. Essa reação é temporária e faz parte do tratamento, pois sinaliza ao corpo que deve remover o tecido danificado.
Com o passar das semanas, o volume da próstata diminui gradualmente e, como consequência, a urina volta a fluir com mais facilidade.
Diferença entre Rezum e cirurgia convencional
Muitos pacientes perguntam se o Rezum é uma cirurgia.
Na prática, o procedimento não envolve incisões, geralmente dispensa anestesia geral e pode ser realizado em ambiente ambulatorial, com alta no mesmo dia.
Já técnicas como a RTU (ressecção transuretral) e a prostatectomia aberta removem o tecido diretamente.
Por isso, costumam exigir um tempo de recuperação maior e podem apresentar maior risco de alterações na função sexual.
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Para quem o Rezum é indicado?
Perfil ideal de paciente
O Rezum é indicado para homens com sintomas moderados a graves de HPB, especialmente quando os medicamentos não trazem melhora suficiente.
Entre os sintomas mais comuns estão jato urinário fraco, vontade frequente de urinar à noite e dificuldade para esvaziar a bexiga.
Além disso, o procedimento pode ser uma boa alternativa para pacientes com maior risco cirúrgico, já que não exige anestesia geral e costuma ser feito com sedação leve.
Outro ponto importante: para quem deseja preservar a ejaculação e a ereção, o Rezum oferece uma vantagem relevante em relação a muitas cirurgias tradicionais.
Tamanho da próstata indicado
Até recentemente, o Rezum era aprovado para próstatas de até 80 cm³. Em junho de 2025, a FDA ampliou essa indicação para próstatas de até 150 cm³, reconhecendo a eficácia e a segurança do procedimento também em glândulas maiores.
Essa mudança tornou o Rezum para próstata acessível a um número significativamente maior de pacientes.
Quando o Rezum não é suficiente?
Próstatas muito volumosas ou com anatomia desfavorável podem exigir técnicas mais robustas em termos de remoção de tecido. A HoLEP, por exemplo, é referência para esses cenários.
A definição entre as abordagens depende sempre de uma avaliação individualizada, que leva em conta o tamanho da glândula, os sintomas e as prioridades de cada paciente.
Como é feito o procedimento Rezum?
Duração do procedimento
O procedimento completo costuma durar menos de 20 minutos. Após o posicionamento do paciente, o urologista introduz o cistoscópio pela uretra e, com auxílio de câmera, identifica as áreas de obstrução.
O dispositivo Rezum então aplica o vapor em pontos específicos, o número de injeções varia conforme o tamanho e a forma da próstata.
Tipo de anestesia
Na maioria dos casos, o Rezum é realizado com sedação leve ou anestesia local. Isso elimina a necessidade de anestesia geral e torna o procedimento viável inclusive para homens com comorbidades que contraindicam abordagens mais agressivas.
Trata-se de um diferencial importante em termos de segurança.
Necessidade de internação
O Rezum é considerado um procedimento ambulatorial. O paciente recebe alta no mesmo dia, sem necessidade de pernoite hospitalar. Para quem tem uma rotina ativa e não pode se afastar por longos períodos, essa característica faz toda a diferença.
Recuperação após o Rezum
Uso de sonda
Após o procedimento, o médico pode indicar o uso temporário de uma sonda vesical por alguns dias. Essa medida ajuda a garantir o esvaziamento adequado da bexiga, enquanto o tecido tratado ainda está inflamado.
Na maioria dos casos, a retirada da sonda ocorre dentro da primeira semana.
Retorno às atividades
A recuperação do Rezum é considerada rápida. A maioria dos homens retoma atividades leves entre 4 e 7 dias.
Esforços físicos intensos e levantamento de peso devem ser evitados nas primeiras semanas, conforme orientação do urologista.
Sintomas temporários após o Rezum
Nos primeiros dias, alguns sintomas são comuns após o procedimento. O paciente pode sentir ardência ao urinar, aumento da frequência urinária e notar pequenos traços de sangue na urina.
Essas manifestações são temporárias e fazem parte da resposta natural do corpo ao tratamento.
Na maioria dos casos, os sintomas desaparecem em poucas semanas e não indicam complicações.
Rezum causa impotência ou altera a vida sexual?
Essa é, de longe, a dúvida mais frequente no consultório. E a resposta costuma trazer alívio.
Ereção após Rezum
O Rezum não compromete a função erétil. Como o procedimento não envolve cortes em nervos ou estruturas vasculares responsáveis pela ereção, essa função é preservada.
A diretriz da American Urological Association (AUA), atualizada em 2023, já reconhece o Rezum como uma opção que não causa impacto negativo na função sexual, um fator decisivo para muitos pacientes.
Ejaculação após o Rezum
Diferente de técnicas como a RTU e a HoLEP, que podem provocar ejaculação retrógrada (quando o sêmen vai para a bexiga ao invés de ser expelido), o Rezum preserva a ejaculação anterógrada na maioria dos pacientes.
Para homens que valorizam a manutenção plena da vida sexual, esse é um dos diferenciais mais relevantes do procedimento.
Comparação com cirurgia na função sexual
Em abordagens cirúrgicas mais invasivas, o risco de alterações na ejaculação pode ser significativo.
O Rezum se destaca justamente por oferecer um equilíbrio entre alívio dos sintomas urinários e preservação da qualidade de vida sexual.
Para entender melhor como outras técnicas funcionam, leia o artigo:
RTU de próstata: entenda como funciona esse procedimento.
Rezum x outros tratamentos para próstata aumentada
Rezum x medicamentos
Os medicamentos para HPB, como alfabloqueadores e inibidores da 5-alfa-redutase, ajudam a aliviar os sintomas, mas não eliminam a causa da obstrução.
Além disso, exigem uso contínuo e podem provocar efeitos colaterais, como tontura, fadiga e alterações na libido.
Já o Rezum atua diretamente no tecido prostático, reduzindo o volume da próstata. Com isso, muitos pacientes conseguem suspender a medicação após o procedimento.
Na prática, essa abordagem muda a lógica do tratamento da próstata aumentada, pois busca resolver a causa do problema sem recorrer à cirurgia tradicional.
Rezum x HoLEP
A HoLEP é considerada padrão-ouro para próstatas grandes, com alta eficiência na remoção de tecido. O Rezum, por outro lado, é menos invasivo e preserva a ejaculação com maior frequência.
Para próstatas de tamanho moderado e pacientes que priorizam a função sexual, o Rezum costuma ser a escolha mais adequada.
Já para próstatas muito volumosas, a HoLEP tende a entregar resultados superiores em termos de desobstrução.
Rezum x RTU
A RTU é uma das técnicas mais tradicionais para a HPB, porém está associada a riscos como sangramento, síndrome pós-RTU e ejaculação retrógrada.
O Rezum apresenta menor taxa de complicações e uma recuperação mais breve, embora a RTU ainda ofereça resultados robustos para desobstrução imediata em determinados casos.
Quando optar por cada tratamento?
Não existe uma única solução para tratar a HPB. A escolha do tratamento depende das características de cada paciente.
Entre as opções estão Rezum, HoLEP, RTU e o tratamento medicamentoso.
Para definir a melhor estratégia, o urologista avalia fatores como tamanho da próstata, gravidade dos sintomas, idade, comorbidades e expectativas em relação à função sexual.
Por isso, a decisão deve sempre ser tomada em conjunto com o especialista, após uma avaliação individualizada.
Para uma visão completa das opções, leia o artigo: Qual a melhor cirurgia para próstata aumentada?
Rezum no Hospital Albert Einstein: tratamento com o Dr. Jonathan Cha
Se você convive com os sintomas da próstata aumentada e busca uma abordagem moderna, sem cortes e com preservação da função sexual, o Rezum pode ser a solução adequada para o seu caso.
O Dr. Jonathan Doyun Cha é urologista do corpo clínico do Hospital Israelita Albert Einstein, com formação internacional e certificações em técnicas minimamente invasivas.
Sua abordagem combina diagnóstico preciso, tecnologia de ponta e atendimento humanizado, sempre focado em indicar o tratamento mais adequado para cada paciente, respeitando suas necessidades e prioridades.
Agende sua consulta e descubra se o Rezum é indicado para você.
FAQ – Perguntas frequentes sobre o Rezum
Onde fazer o Rezum?
O procedimento é realizado em hospitais e clínicas equipados com a tecnologia necessária. Em São Paulo, o Rezum está disponível no Hospital Israelita Albert Einstein, com o Dr. Jonathan Cha. A escolha do profissional e da instituição faz diferença direta no resultado, procure sempre um urologista com experiência comprovada na técnica.
O que é Rezum?
O Rezum é um tratamento minimamente invasivo para hiperplasia prostática benigna (HPB). Ele utiliza energia térmica por vapor de água, que é injetado diretamente no tecido prostático aumentado. O vapor destrói as células em excesso, e o corpo reabsorve esse tecido ao longo das semanas seguintes, desobstruindo o canal urinário. A indicação é sempre individualizada.
O que é a técnica Rezum para próstata?
A técnica consiste na aplicação de vapor de água aquecido em pontos específicos da próstata, por meio de um dispositivo introduzido pela uretra. Cada injeção dura apenas 9 segundos, o procedimento completo leva menos de 20 minutos e dispensa anestesia geral na maioria dos casos. O paciente costuma receber alta no mesmo dia.
O que é cirurgia Rezum?
Apesar de ser chamado popularmente de “cirurgia”, o Rezum não envolve cortes, incisões ou remoção direta de tecido. Trata-se de um procedimento ambulatorial, realizado pelo canal urinário, com recuperação rápida. A classificação mais precisa é de terapia térmica minimamente invasiva. A avaliação para saber se o Rezum é indicado deve ser feita com o urologista.
Quanto custa o procedimento Rezum?
O valor do Rezum para próstata varia conforme o hospital, a cidade e a cobertura do plano de saúde. Alguns convênios já incluem o procedimento em suas coberturas. Para obter uma estimativa real, incluindo exames, acompanhamento e honorários médicos, o ideal é consultar diretamente o urologista responsável pelo caso.



