Conteúdo revisado pelo Dr. Jonathan Doyun Cha, urologista especializado em doenças prostáticas e cirurgias minimamente invasivas.
Cirurgia de próstata aumentada: conheça as diferenças entre HoLEP, RTU, Rezum e cirurgia robótica para escolher com segurança
Entender qual a melhor cirurgia para próstata aumentada é uma etapa decisiva para homens que convivem com sintomas urinários persistentes causados pela hiperplasia prostática benigna (HPB).
Quando o tratamento medicamentoso deixa de ser suficiente, a abordagem cirúrgica se torna uma alternativa concreta e escolher a técnica adequada faz toda a diferença nos resultados.
O avanço da urologia trouxe opções que vão muito além da cirurgia aberta tradicional. Procedimentos a laser, técnicas endoscópicas e até sistemas robóticos permitem tratar a próstata com menor risco de complicações e recuperação mais rápida.
A seguir, este artigo compara as principais técnicas disponíveis, HoLEP, RTU, Rezum e cirurgia robótica, para que você compreenda como cada uma funciona e em quais situações se destaca.
Quando a cirurgia é indicada na próstata aumentada?
Nem todo homem com próstata aumentada vai precisar de cirurgia. A indicação cirúrgica surge quando há falha do tratamento com medicamentos, retenção urinária recorrente, infecções de repetição ou comprometimento da função renal.
Pacientes que apresentam um índice de protrusão prostática (IPP) elevado ou que não toleram os efeitos colaterais das medicações também são candidatos ao procedimento. A avaliação individualizada feita pelo urologista define o melhor momento e a técnica mais adequada para cada caso.
RTU de próstata: a cirurgia clássica
A RTU de próstata foi considerada por décadas o padrão-ouro no tratamento cirúrgico da HPB. O procedimento utiliza um ressectoscópio, equipamento endoscópico inserido pela uretra, para realizar uma “raspagem” do tecido prostático que obstrui o canal urinário.
Para quem é indicada?
A RTU funciona bem para próstatas de tamanho pequeno a médio, geralmente até 80 gramas. É indicada para homens com sintomas moderados a graves que não responderam ao tratamento medicamentoso.
Limitações da técnica
Entre os pontos de atenção, estão o risco de ejaculação retrógrada, necessidade de internação de dois a quatro dias e a possibilidade de reoperação em cinco a dez anos, caso o tecido prostático volte a crescer. A técnica também apresenta restrições para glândulas de grande volume.
HoLEP: cirurgia a laser moderna
O HoLEP é uma das técnicas mais avançadas disponíveis para tratar a HPB. Utilizando o laser de hólmio, o procedimento enucleia, ou seja, separa e retira, o tecido prostático aumentado diretamente do plano em que ele nasce, de maneira semelhante a retirar o gomo de uma mexerica.
Vantagens e resultados
O grande diferencial do HoLEP é a versatilidade para próstatas de qualquer tamanho, inclusive as muito volumosas. Diferente da RTU, que faz uma raspagem, o HoLEP retira um volume maior de tecido, reduzindo significativamente a chance de reoperação.
Outras vantagens incluem menor sangramento durante o procedimento, internação reduzida, muitos pacientes recebem alta no dia seguinte, e possibilidade de análise laboratorial do material retirado.
Estudos publicados em revistas de referência em urologia apontam que os benefícios do HoLEP se mantêm há muitos anos, com baixa taxa de recorrência da HPB.
Recuperação
O retorno às atividades cotidianas costuma ser mais rápido do que na cirurgia aberta ou na RTU. A maioria dos pacientes permanece com sonda vesical por apenas 24 horas e percebe melhora do fluxo urinário já nas primeiras semanas.
Rezum: tratamento minimamente invasivo
O Rezum se diferencia das demais técnicas por utilizar vapor de água em temperatura controlada para destruir o excesso de tecido prostático. Trata-se de um procedimento ambulatorial, realizado em menos de 20 minutos, que não exige internação prolongada.
Para quem é indicado?
A técnica é mais adequada para homens com HPB de grau leve a moderado, que buscam uma alternativa menos agressiva e desejam preservar a função ejaculatória.
O Rezum também pode ser uma opção para pacientes que não desejam ou não podem ser submetidos a procedimentos maiores.
Limitações do método
O Rezum não é a escolha ideal para próstatas muito volumosas ou para casos com obstrução avançada. A melhora dos sintomas pode levar algumas semanas para se consolidar, e o paciente pode precisar de sonda vesical temporária no pós-operatório.
Além disso, os resultados de longo prazo ainda estão sendo avaliados em comparação com técnicas já consagradas como o HoLEP.
Cirurgia robótica da próstata para HPB
A cirurgia robótica de próstata é amplamente conhecida no tratamento do câncer, mas também pode ser indicada em casos selecionados de HPB. Na hiperplasia, a cirurgia robótica consiste na remoção parcial da próstata, preservando sua cápsula.
Quando é indicada?
Essa abordagem costuma ser reservada para próstatas muito grandes, em que técnicas endoscópicas encontram maior dificuldade operacional.
O cirurgião controla braços robóticos por meio de um console, garantindo precisão, visão ampliada em 3D e menor trauma aos tecidos adjacentes.
Diferença entre HPB e câncer
É fundamental distinguir as indicações. Enquanto a cirurgia robótica no câncer remove toda a glândula, na HPB o objetivo é retirar apenas o tecido obstrutivo, mantendo a cápsula prostática intacta. Por isso, a indicação deve ser feita com critério por um urologista experiente.
Comparação prática entre as técnicas
Cada técnica apresenta particularidades que influenciam a escolha do procedimento. Confira os principais pontos de diferença:
Tamanho da próstata: a RTU é indicada para glândulas pequenas a médias, o Rezum para volumes leves a moderados, o HoLEP para próstatas de qualquer tamanho e a cirurgia robótica para glândulas muito volumosas.
Preservação da função sexual: o Rezum oferece vantagem na preservação da ejaculação anterógrada. O HoLEP e a RTU podem causar ejaculação retrógrada em percentuais variáveis, enquanto a cirurgia robótica também apresenta riscos associados.
Tempo de internação: Rezum e HoLEP permitem alta em até 24 horas na maioria dos casos. A RTU exige de dois a quatro dias, e a cirurgia robótica, de um a três dias.
Risco de reoperação: o HoLEP se destaca pela baixa taxa de reoperação ao longo dos anos. A RTU pode exigir novo procedimento em cinco a dez anos. O Rezum ainda carece de dados de longo prazo tão robustos.
Para entender melhor as diferenças entre duas das técnicas mais utilizadas, confira o artigo: RTU da próstata e Holep Laser: quais as principais diferenças?
Como escolher a melhor cirurgia para você?
Não existe uma resposta única para a pergunta “qual a melhor cirurgia para próstata aumentada”.
A escolha depende de uma avaliação individualizada, que considera o tamanho da glândula, a intensidade dos sintomas, a idade, as condições clínicas e as expectativas do paciente em relação à vida sexual e à recuperação.
O papel do especialista é orientar sobre os benefícios e riscos de cada abordagem, considerando as particularidades de cada caso.
Contar com um urologista que domina diferentes técnicas amplia as possibilidades de um resultado cirúrgico satisfatório e duradouro.
Se você está enfrentando sintomas urinários ou já tem diagnóstico de HPB, agende uma consulta com o Dr. Jonathan Doyun Cha para uma avaliação completa e personalizada.
Com formação no Hospital Israelita Albert Einstein, certificação em cirurgia robótica e HoLEP, o Dr. Jonathan reúne a experiência necessária para indicar a melhor conduta para o seu caso.
FAQ — Perguntas frequentes sobre cirurgia para próstata aumentada
Qual a melhor cirurgia para próstata aumentada?
Não existe uma resposta única. A melhor cirurgia depende do tamanho da próstata, da gravidade dos sintomas e do perfil clínico de cada paciente. O HoLEP se destaca pela versatilidade, trata glândulas de qualquer tamanho com resultados duradouros e baixa taxa de reoperação. Já o Rezum é mais indicado para casos leves a moderados, e a RTU continua sendo eficaz para próstatas de volume pequeno a médio. A avaliação com um urologista experiente é o caminho mais seguro para definir a técnica ideal.
A cirurgia de próstata causa impotência?
O risco varia conforme a técnica e o perfil do paciente. Procedimentos minimamente invasivos, como o HoLEP e o Rezum, apresentam menor impacto sobre a função erétil quando comparados à cirurgia aberta. A avaliação prévia com o urologista é essencial para alinhar expectativas.
Quanto tempo dura a recuperação da cirurgia de próstata?
Depende do procedimento realizado. No HoLEP e no Rezum, muitos pacientes retornam às atividades em poucos dias. Na RTU, a recuperação completa pode levar de um a três meses. Na cirurgia robótica, o retorno costuma ser progressivo ao longo das primeiras semanas.
O Rezum substitui a cirurgia de próstata convencional?
Não em todos os casos. O Rezum é indicado para HPB leve a moderada e não substitui técnicas como o HoLEP ou a RTU em próstatas volumosas ou com obstrução avançada. A indicação correta depende de avaliação médica detalhada.
A próstata pode voltar a crescer depois da cirurgia?
Sim, especialmente após técnicas que removem menos tecido, como a RTU. O HoLEP, por retirar uma quantidade maior de tecido no plano anatômico correto, apresenta menor risco de recrescimento e necessidade de reoperação ao longo dos anos.





