Tratamento para próstata aumentada – Conviver ou tratar? A decisão que muda a vida de quem tem próstata aumentada

Homem idoso em consulta médica relatando sintomas relacionados à próstata aumentada.

Conteúdo revisado pelo Dr. Jonathan Doyun Cha, urologista especializado em doenças prostáticas e cirurgias minimamente invasivas.

Tratamento da próstata aumentada: do acompanhamento clínico às técnicas minimamente invasivas que devolvem qualidade de vida ao homem

Receber o diagnóstico de hiperplasia prostática benigna (HPB) costuma gerar uma dúvida imediata: é preciso tratar agora ou posso esperar? 

A resposta depende de fatores individuais, mas uma coisa é certa, o tratamento da próstata aumentada avançou significativamente e oferece soluções personalizadas para cada estágio da condição.

A HPB afeta grande parte dos homens a partir dos 50 anos e provoca sintomas que interferem na rotina, como jato urinário fraco, urgência para urinar e interrupções frequentes do sono. 

Entender quando agir e quais caminhos estão disponíveis faz diferença tanto na preservação da saúde urinária quanto no bem-estar a longo prazo.

Neste artigo, você vai conhecer as principais opções de tratamento para próstata aumentada, do acompanhamento clínico às técnicas cirúrgicas mais modernas, além de saber em que momento cada abordagem pode ser indicada pelo urologista.

Próstata aumentada tem cura?

O que significa “cura” na HPB

O termo “cura” precisa ser compreendido com cuidado quando falamos de HPB. A hiperplasia prostática benigna é uma condição crônica, ligada ao envelhecimento natural da glândula

Por isso, não existe uma cura no sentido biológico, o corpo continua produzindo os hormônios que estimulam o crescimento prostático.

O que a medicina moderna oferece, porém, é a capacidade de eliminar os sintomas e restaurar a qualidade de vida duradouramente. 

Técnicas como o HoLEP e o Rezum conseguem remover ou reduzir o tecido obstrutivo, proporcionando alívio prolongado que, para muitos pacientes, equivale a uma solução definitiva.

Controle x tratamento definitivo

O controle da HPB envolve o uso contínuo de medicamentos e acompanhamento periódico. Já o tratamento definitivo busca remover o tecido prostático aumentado, eliminando a causa mecânica da obstrução.

Para muitos homens, a transição entre um e outro acontece quando a medicação deixa de ser suficiente ou os efeitos colaterais passam a incomodar. 

O urologista é o profissional que define o momento ideal para essa mudança, sempre considerando sintomas, exames e expectativas do paciente.

Saiba mais sobre esse tema em:
Próstata aumentada tem cura? Veja as opções que vão além dos medicamentos.

Quando é possível apenas acompanhar a próstata aumentada?

Nem todo homem diagnosticado com HPB precisa iniciar um tratamento imediato. Quando os sintomas são leves e não comprometem a rotina, o urologista pode recomendar uma estratégia chamada vigilância ativa.

Nesse modelo, o paciente realiza consultas periódicas, repete exames como o PSA e a ultrassonografia, e adota medidas comportamentais que ajudam a controlar os sintomas, como reduzir o consumo de cafeína e álcool antes de dormir, esvaziar a bexiga com mais calma e manter uma rotina regular de atividades físicas.

O Escore Internacional de Sintomas Prostáticos (IPSS) é um questionário padronizado que ajuda o médico a classificar a intensidade dos sintomas. 

Pontuações baixas indicam que o acompanhamento pode ser suficiente, enquanto valores mais altos sinalizam a necessidade de intervenção.

Para entender melhor os sinais da condição, acesse o artigo:
Próstata aumentada: sintomas e tratamento.

Principais sintomas da próstata aumentada: Aumento da frequência urinária (mais de 8 vezes por dia e de noite); Urgência urinária; Jato urinário fraco; Gotejamento após a micção; Incontinência urinária; Dificuldade para iniciar a micção; Dificuldade de esvaziar completamente a bexiga; Dor após micção e ejaculação, etc.

Tratamento clínico da HPB: quando o medicamento funciona?

Tipos de medicamentos para próstata aumentada

A abordagem medicamentosa costuma ser o primeiro passo quando os sintomas passam a interferir no dia a dia. O urologista pode prescrever medicações isoladas ou combinadas, conforme a gravidade do quadro.

Alfabloqueadores: como a tansulosina e a doxazosina, relaxam a musculatura da próstata e do colo vesical, facilitando a passagem da urina. O alívio costuma ser percebido em poucas semanas.

Inibidores da 5-alfa-redutase: como a finasterida e a dutasterida, atuam na redução do volume prostático ao bloquear a conversão da testosterona em DHT. O resultado é mais gradual e pode levar de três a seis meses para se consolidar.

A terapia combinada, que reúne ambas as classes em um só medicamento, tem demonstrado resultados superiores ao uso isolado, conforme o perfil do paciente. 

Para mais detalhes, acesse:
Medicamento para hiperplasia benigna da próstata: entenda como agem e quando são indicados.

Quando os medicamentos param de funcionar?

A medicação não funciona para todos os pacientes e, mesmo quando funciona, pode perder eficácia com o tempo. 

Sinais de que o tratamento clínico precisa ser reavaliado incluem: persistência dos sintomas após meses de uso, necessidade de associar mais de dois medicamentos, episódios de retenção urinária e impacto negativo na função sexual.

Nesses cenários, o urologista discute com o paciente a possibilidade de avançar para abordagens minimamente invasivas ou cirúrgicas.

Como diminuir a próstata aumentada naturalmente?

Muitos homens procuram alternativas naturais para tratar a próstata aumentada, mas é preciso cautela. 

A diretriz da American Urological Association (AUA) sobre HPB não inclui recomendações favoráveis ao uso de suplementos, fitoterápicos ou preparações à base de ervas para o tratamento da próstata aumentada, por falta de evidências científicas robustas. 

Caso o paciente tenha interesse nesse tipo de abordagem, é fundamental discutir com o urologista antes de iniciar qualquer uso.

Por outro lado, ajustes no estilo de vida podem contribuir para o alívio dos sintomas urinários e complementar o tratamento orientado pelo médico. 

Entre as medidas com respaldo clínico, estão: 

  1. Aumentar o consumo de frutas, fibras e alimentos ricos em ômega-3; 
  2. Urinar sempre que sentir vontade, esvaziando a bexiga por completo; 
  3. Incorporar exercícios de fortalecimento do assoalho pélvico (como os exercícios de Kegel); 
  4. Reduzir a ingestão de álcool, carne vermelha e alimentos ultraprocessados;
  5. Manter uma rotina regular de atividades físicas.

Essas mudanças não substituem o acompanhamento médico, mas ajudam a manter o conforto e a qualidade de vida enquanto o tratamento adequado é conduzido pelo especialista.

Enucleação da próstata: conheça o pré e pós-operatório.

Tratamentos minimamente invasivos para próstata aumentada

Rezum: vapor de água contra a obstrução prostática

O Rezum utiliza energia térmica do vapor de água para reduzir o tecido prostático aumentado. O procedimento é feito pela uretra, com anestesia local ou sedação, e dura menos de 20 minutos.

Após a aplicação, o tecido tratado sofre uma reação inflamatória controlada, sendo reabsorvido gradualmente pelo organismo, aliviando a compressão sobre a uretra e melhorando o fluxo urinário ao longo das semanas seguintes.

Para quem é indicado e quais as vantagens?

O Rezum é indicado para próstatas de tamanho leve a moderado, em homens que desejam preservar a função sexual e evitar o uso contínuo de medicamentos

A maioria dos pacientes retorna às atividades habituais em poucos dias, sem necessidade de internação prolongada.

Casos mais graves ou próstatas muito volumosas podem exigir técnicas com maior capacidade de remoção de tecido. 

A indicação exige avaliação criteriosa feita por especialista. Conheça mais sobre o Rezum: o que é, como funciona e benefícios.

Cirurgia da próstata aumentada: quando é necessária?

HoLEP: enucleação a laser com resultados duradouros

A HoLEP (Holmium Laser Enucleation of the Prostate) é considerada o padrão-ouro no tratamento cirúrgico da HPB

A técnica utiliza um laser de hólmio para separar o tecido prostático obstrutivo da cápsula da glândula, sem cortes externos.

O procedimento é realizado pela uretra e pode ser aplicado em próstatas de qualquer tamanho. Como o Dr. Jonathan Cha explica aos seus pacientes: “é como retirar o gomo da mexerica com laser”. 

Essa analogia ilustra o conceito da enucleação: a remoção completa do tecido no plano onde ele nasce.

As vantagens incluem menor sangramento, alta hospitalar rápida, preservação da função urinária e sexual e resultados sustentados ao longo dos anos. Entenda todos os detalhes em HoLEP: saiba tudo sobre essa tecnologia.

RTU de próstata

A Ressecção Transuretral da Próstata (RTU) é uma técnica endoscópica consolidada que raspa o tecido prostático obstrutivo. 

O procedimento é realizado pela uretra e indicado principalmente para próstatas de pequeno a médio porte. A recuperação exige uso de sonda vesical por curto período, e o retorno às atividades é progressivo.

Cirurgia robótica

Indicada para próstatas muito volumosas (acima de 150 g), a cirurgia robótica utiliza laparoscopia controlada por computador para remover o tecido com precisão ampliada. 

A técnica preserva a cápsula da glândula, reduz a perda sanguínea e possibilita recuperação mais confortável do que a cirurgia aberta.

Quando a cirurgia é inevitável?

A decisão cirúrgica torna-se necessária quando há retenção urinária recorrente, falha do tratamento medicamentoso, infecções urinárias de repetição, comprometimento da bexiga ou dos rins

Nesses casos, protelar a intervenção pode agravar o quadro e dificultar a recuperação funcional.

O que acontece se não tratar a próstata aumentada?

Ignorar os sintomas da HPB pode trazer consequências que vão além do desconforto. A obstrução prolongada da uretra sobrecarrega a bexiga, que precisa fazer cada vez mais força para empurrar a urina. 

Com o tempo, a parede vesical se espessa, perde elasticidade e pode deixar de funcionar adequadamente.

A retenção urinária, quando a bexiga não consegue se esvaziar, é uma emergência que exige sondagem imediata. 

Em estágios avançados, a obstrução também pode causar refluxo da urina para os rins, resultando em dilatação renal e insuficiência renal progressiva.

A boa notícia é que a maioria dessas complicações pode ser evitada com diagnóstico precoce e tratamento adequado. Por isso, manter o acompanhamento urológico regular é tão importante a partir dos 40 anos.

Próstata aumentada: tratamento eficaz com o Dr. Jonathan Cha

O Dr. Jonathan Doyun Cha é urologista do corpo clínico do Hospital Israelita Albert Einstein, com formação pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo e especializações internacionais por Harvard e pelo Clinic Hospital de Barcelona.

Certificado em cirurgia robótica, HoLEP e técnicas a laser, o Dr. Jonathan oferece diagnóstico preciso e planejamento terapêutico individualizado para cada estágio da HPB, desde o acompanhamento clínico até as abordagens cirúrgicas mais avançadas.

Se você convive com sintomas urinários ou recebeu o diagnóstico de próstata aumentada, agende uma consulta e dê o primeiro passo para recuperar seu bem-estar.

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FAQ – Perguntas frequentes sobre tratamento da próstata aumentada

Qual o tratamento para próstata aumentada?

O tratamento depende da gravidade dos sintomas e do tamanho da próstata. Pode incluir acompanhamento periódico, uso de medicamentos (alfabloqueadores e inibidores da 5-alfa-redutase), procedimentos minimamente invasivos como o Rezum ou técnicas cirúrgicas como o HoLEP e a RTU. O urologista avalia cada caso para definir a melhor conduta.

Qual tratamento para próstata aumentada é mais indicado?

Não existe uma resposta única. Para sintomas leves, medicamentos e mudanças no estilo de vida podem ser suficientes. Quando a medicação não resolve ou os sintomas são mais intensos, procedimentos como Rezum (para próstatas menores) e HoLEP (para glândulas de qualquer tamanho) oferecem resultados eficazes e duradouros.

Qual o melhor tratamento para próstata aumentada?

O melhor tratamento é aquele que considera o perfil do paciente — idade, sintomas, tamanho da próstata, presença de complicações e preferências pessoais. O HoLEP é reconhecida como padrão-ouro cirúrgico por sua eficácia e durabilidade, mas a avaliação individualizada do urologista é o que garante a melhor escolha.

Qual é o tratamento para próstata aumentada sem cirurgia?

O tratamento sem cirurgia envolve o uso de medicamentos que relaxam a musculatura prostática ou reduzem o volume da glândula. Mudanças no estilo de vida, como prática regular de exercícios, alimentação equilibrada e controle do peso, também contribuem para o alívio dos sintomas. O Rezum, apesar de ser um procedimento, não é considerado uma cirurgia convencional e oferece uma alternativa intermediária.

Próstata aumentada tem cura definitiva?

A HPB é uma condição crônica ligada ao envelhecimento, então não existe uma cura no sentido biológico. Porém, técnicas modernas como o HoLEP conseguem remover o tecido que causa a obstrução, proporcionando alívio duradouro dos sintomas, o que, na prática, equivale a uma solução definitiva para a maioria dos pacientes.

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