Ultrassom próstata: para que serve e como funciona?

Os dois exames mais comuns para o público masculino acima dos 40 anos é o toque retal e o PSA, porém, o ultrassom da próstata é outro teste fundamental para avaliar a saúde urológica do homem. Veja neste texto para o que serve e como é realizado o exame. Como é feito o ultrassom da próstata? A próstata fica situada no colo da bexiga e na frente do reto, atrás do osso do púbis, presente apenas no organismo masculino. Está ligado ao sistema sexual masculino, porém, quando está com algum problema pode causar muitos transtornos relacionados ao comportamento miccional. Geralmente, após os 45 anos, é muito comum que os urologistas solicitem exames para avaliar a saúde da glândula, como o exame de toque e o PSA. Se o médico percebe alterações nestes dois exames, a ultrassonografia ajuda a investigar as verdadeiras condições da próstata, especialmente se há suspeita de um câncer. O ultrassom de próstata pode ser denominado de várias formas, como por exemplo, ecografia da próstata, ultrassom vesical masculino e ultrassom da pelve masculina, entre outras. É um diagnóstico por imagem que serve para avaliar as condições da glândula, das vesículas seminais e da bexiga. O ultrassom da próstata pode avaliar lesões ou alterações na glândula que sejam provenientes de cistos, cálculos, traumas, inflamações e tumores. Esse exame não invasivo e indolor, pode ser realizado de duas maneiras: via abdominal (ou supra púbica) ou via transretal: Ultrassom próstata via abdominal Essa via é indicada quando o paciente não necessita realizar uma biópsia, é um exame bem simples e nada invasivo. Para a realização da ultrassonografia via abdominal, o paciente deve estar com a bexiga cheia. Na sala de ultrassonografia, receberá uma camada de gel no abdômen para que o transdutor deslize com mais facilidade para encontrar a área que deverá ser investigada. As imagens são apresentadas em tempo real, sendo possível encontrar qualquer anormalidade no tamanho e aspecto da glândula, mas sem grandes aprofundamentos. Porém, por via abdominal, é necessário um transdutor de maior capacidade de resolução para atravessar as camadas teciduais até chegar à próstata. Pode não ser suficiente para detectar anormalidades sutis na glândula devido à barreira do osso do púbis, e não permitir um diagnóstico tão preciso. Assim, depois do exame, o médico poderá entender a necessidade de um ultrassom transretal e uma biópsia. Ultrassom próstata transretal Em muitos casos, pelo fato de a próstata estar situada atrás do púbis, não é possível uma visualização perfeita de suas condições com o ultrassom abdominal, assim é solicitado o exame transretal. Quando o exame é realizado por essa via, é inserido uma sonda com câmera na ponta no reto do paciente. Esse exame se beneficia da proximidade do transdutor da próstata para visualizar as alterações de forma mais precisa. Assim, é possível detectar alterações sutis, o tamanho exato e demais análises morfotexturais das zonas da glândula. Além disso, com o ultrassom transretal da próstata também será possível a realização de uma biópsia (coleta de amostra de tecido) que é específica para diagnóstico do câncer de próstata. Para o ultrassom próstata transretal, o preparo consiste em tomar medicamentos laxantes para limpar o cólon e o reto ou realizar enema (lavagem intestinal). Como o procedimento pode trazer algum desconforto, o paciente vai contar com um anestésico tópico para a realização do exame. O exame por essa via não traz riscos, porém, se o paciente tem hemorroidas ou lesões retais, pode sofrer sangramento após o exame. Para esses casos, o médico poderá receitar analgésicos. Em casos de realização de biópsia, há um risco muito baixo de infecção, assim, se após o exame o paciente sentir dores ou outros sintomas incomuns, é importante comunicar o médico urologista, para que ele avalie a necessidade da ingestão de antibióticos. Por que os exames da próstata são necessários? São variados os problemas que podem atingir a próstata de um homens das mais variadas faixas etárias. Quando o homem é jovem a próstata pode sofrer com inflamações que causam muitos desconfortos, provocados por infecções bacterianas ou condições crônicas, que podem levar a diversos problemas para urinar, como dor na próstata e sensação de ardência, jato fraco, frequência urinária aumentada, urina turva, dores no escroto e ao redor do pênis, sangue no sêmen, calafrios, febre e vômitos, entre outros. Já a hiperplasia prostática benigna é uma condição que começa afetar os homens mais seriamente a partir dos 50 anos, trazendo sintomas bastante desconfortáveis, relacionados ao comportamento miccional, como um jato urinário fraco, frequência urinária aumentada, incapacidade de esvaziar completamente a bexiga, dor ao urinar e ejacular, etc. O câncer de próstata pode demorar para apresentar sintomas e crescer lentamente, manifestando-se quando a doença está em graus mais graves, trazendo sintomas bastante semelhantes aos da HPB. Como se percebe uma próstata inflamada ou uma próstata aumentada podem trazer sintomas bastantes semelhantes ao câncer, bem como alterações no PSA. Assim, a ultrassonografia da próstata será indispensável para fechar os diagnósticos dessas várias condições que podem atingir os homens, diferenciando as patologias por meio das imagens geradas durante o exame. Isso é muito importante porque como já foi mencionado, as doenças que atingem a próstata podem ter sintomas parecidos. Além disso, mesmo o toque retal e o PSA não podem definir exatamente a gravidade de uma alteração na próstata. Como o ultrassom detecta câncer de próstata, ter esse exame como um dos reforços do diagnóstico é muito importante, especialmente porque essa neoplasia apresenta mais chances de cura nos estágios iniciais. O câncer de próstata é o segundo tipo mais comum entre os homens e também a segunda maior causa de mortalidade masculino no Brasil e no mundo. Exames necessários para avaliar a próstata Assim, a ultrassonografia para a próstata pode ser solicitada quando: PSA estiver alterado; Como exame de rotina anual para homens acima dos 50 anos. Lembrando que nos casos de câncer na família, esse exame poderá ser solicitado a partir dos 40 anos; Diagnosticar câncer de próstata, prostatites ou HPB; A biópsia for necessária; Guiar um implante de radioterapia para tratamento do câncer, etc. Conclusão A realização do ultrassom da próstata é muito importante e seguro para o diagnóstico dos variados problemas que a glândula pode apresentar. Procurar o especialista é importante para controle da saúde da glândula, com a realização de exames regulares. O Dr Jonathan Doyun Cha é urologista e especialista nos tratamentos clínicos e cirúrgicos para a próstata. O atendimento é humanizado e preciso, com abordagens específicas caso a caso.

Ultrassom próstata: para que serve e como funciona?

Os dois exames mais comuns para o público masculino acima dos 40 anos é o toque retal e o PSA, porém, o ultrassom da próstata é outro teste...

Leia mais

Problemas na próstata podem se apresentar em qualquer fase da vida de um homem, porém, existem dois que estão relacionados ao envelhecimento: câncer de próstata e hiperplasia prostática benigna (HPB). Veja neste texto como identificar se você está com sinais de problemas na próstata e quais são os mais comuns. O que causa problema na próstata? Ao longo da vida, os homens podem desenvolver alguns problemas na próstata, os principais são as prostatites, próstata aumentada e câncer. No que se refere à próstata aumentada e o câncer, a doença está bastante relacionada com a idade, mas quando há sintomas de problemas na próstata em jovens as causas podem ser proliferação de bactérias ou fungos na glândula. Apesar do seu tamanho diminuto, os problemas que surgem nesta glândula podem prejudicar muito a qualidade de vida do homem. A próstata é exclusiva do organismo masculino, tem o tamanho de uma noz, e a sua posição no corpo humano é na frente do reto, abaixo da bexiga e envolve a uretra. Essa glândula produz um líquido que compõem uma parte do sêmen, o que o torna essencial para a fertilidade, mas apesar de sua função estar relacionada à vida sexual do homem, quando está com alguma patologia, pode alterar totalmente o comportamento miccional masculino. Saiba mais sobre os problemas na próstata mais comuns: Prostatites A próstata pode ser acometida por uma inflamação ou infecção. Costuma atingir os homens mais jovens e os de meia-idade. Os principais fatores de risco que levam à patologia são prostatites anteriores, realização de biópsia, uso de cateter, lesão de nervo na região pélvica, infecção pelo HIV, HPB e estresse. São 4 tipos de prostatite: bacteriana aguda, bacteriana crônica, síndrome da dor pélvica crônica e assintomática. Nas duas primeiras, a causa são bactérias ou fungos. Os principais micro-organismos que atacam a glândula são a Escherichia Coli, Pseudomonas, Klebsiella, Proteus, Enterobacter, Serratia, entre outros. Já na Síndrome da Dor Pélvica Crônica pode ter também outras causas como traumas na região anal, disfunção do pavimento pélvico, inflamação por doenças autoimunes, genética e problemas anatômicos. Os casos de próstata inflamada podem ter um impacto muito negativo na vida do homem, porque traz sintomas que trazem muitos desconfortos e alguns riscos, como desenvolvimento de epididimites, bacteremia, abscesso prostático e infecções que se espalha para os ossos pélvicos. Hiperplasia prostática benigna A próstata apresenta dois picos de crescimento na vida: na puberdade, quando dobra de tamanho, e após os 25 anos. Esse crescimento é normal no organismo masculino, mas, em alguns casos, a glândula pode aumentar de 4 a 5 vezes o seu tamanho normal. Essa é a hiperplasia benigna prostática. A HPB costuma ocorrer nos homens a partir dos 40 anos. Dos 51 aos 60 anos, cerca de 50% já portam essa condição, que traz prejuízos ao comportamento miccional do homem. A próstata aumentada não é um câncer e nem vai se transformar em uma condição maligna, mas exige tratamento porque impacta muito negativamente a qualidade de vida do homem. Além disso, quando o aumento da próstata é muito grande pode provocar complicações como obstruções urinárias, que podem causar lesões nos rins; infecções urinárias frequentes, pedras na bexiga, etc.

Problemas na próstata: os 3 mais recorrentes

Problemas na próstata podem se apresentar em qualquer fase da vida de um homem, porém, existem dois que estão relacionados ao envelhecimento:...

Leia mais

Quem já sentiu uma dor excruciante nas costas próxima à lombar, com quadro associado de vômito ou náusea, pode estar com cálculo renal. Esses dois sintomas mencionados são os principais dessa patologia, que provoca crises agudas intensas. Fique neste texto para entender o que é, sintomas, causas e como tratar cálculo renal . O que é cálculo renal? O cálculo renal, que também é chamado de litíase renal ou pedra nos rins, são massas sólidas que se formam a partir de minerais e sais que ficam depositados neste órgão e não são dissolvidos pela urina. Podem se formar em apenas um rim ou até mesmo em ambos (litíase renal bilateral). Nem todas as pedras são formadas pelas mesmas substâncias, são 4 tipos de cálculo renal, que podem ser formados a partir de sais de cálcio, ácido úrico, estruvita e cistina. Em geral, os cálculos formados por cálcio são os mais comuns. As pedras formadas por cálcio têm origem principalmente na alimentação, porém, os cálculos que são formados por ácido úrico, que é o segundo mais comum, são mais incidentes em diabéticos, obesos e pessoas que têm outros tipos de síndrome metabólica. Já as pedras de estruvita se desenvolvem em pessoas que têm infecções urinárias recorrentes, enquanto a pedra de cistina está ligada a um distúrbio metabólico hereditário raro, que representa menos de 1% das pedras, e que faz com que os rins não reabsorvam a cistina da urina. Essa patologia é bastante comum, de acordo com pesquisas médicas, 1 a cada 10 poderá sofrer com cálculos renais ao longo da vida, mas esse problema atinge mais os homens, na faixa de 30 a 40 anos. Ainda assim, as mulheres também podem sofrer com esse problema

Cálculo renal: causas, sintomas e tratamento

Quem já sentiu uma dor excruciante nas costas próxima à lombar, com quadro associado de vômito ou náusea, pode estar com cálculo...

Leia mais

A saúde do homem pode ser seriamente abalada pela falta de autocuidado. Isso é o que revela os muitos estudos médicos que apontam que os homens costumam se cuidar muito menos do que as mulheres. Mas, você sabe quem cuida da saúde do homem? Fique nesse texto para entender por que é importante ter mais atenção consigo mesmo e qual médico pode cuidar da saúde do homem. O que é saúde do homem? Muito além de não ter doenças, a saúde do homem pode ser definida por um estado de bem-estar físico, mental e emocional. Para isso, o homem precisa de autocuidado. Cuidando de si mesmo, ele pode conseguir preservar a saúde como um todo. Autocuidado pode ser realizado com idas preventivas ao médico, prática de atividades físicas, dieta equilibrada e formas de gerenciar o estresse. Todas essas iniciativas são fundamentais, porque a falta de atenção com a própria saúde cobra um preço alto que se reflete diretamente na longevidade masculina. Sabe-se que, no Brasil, as mulheres têm expectativa de vida de 7 anos a mais do que os homens. Em 2020, segundo dados do IBGE, a média de vida masculina ficou na faixa dos 73,3 anos, enquanto as mulheres até os 80,3 anos. Em geral, a saúde do homem costuma ser mais frágil do que a das mulheres porque eles fumam e bebem mais, praticam menos atividades físicas, gerenciam menos o próprio estresse, realizam menos visitas ao médico e , consequentemente, fazem menos exames preventivos. Com isso, morrem mais cedo e desenvolvem mais doenças cardíacas, diabetes, lesões e derrames. As taxas de câncer também são mais altas para eles do que para elas. Em geral, podem desenvolver mais câncer de pulmão, bexiga, próstata e cólon. Qual o médico que cuida da saúde íntima do homem? Enquanto as mulheres costumam frequentar o ginecologista desde a adolescência, observando mais sobre as suas condições de saúde, os homens estão muito longe disso. Muitos, sequer sabem que o médico que cuida da saúde sexual masculina é o urologista. Um levantamento do Centro de Referência em Saúde do Homem de São Paulo revelou que 70% do público masculino só vai ao médico por influência de mulher ou filhos. Trata-se até mesmo de uma questão cultural, não apenas do Brasil, porque os homens crescem sendo orientados a resolver os próprios problemas sozinhos, e sentem que ir ao médico é uma forma de delegar essa "responsabilidade" a outro. Embora uma pesquisa da Sociedade Brasileira de Urologia de 2021 revele que em relação ao 2016 aumentou em 49,86% a busca dos homens por um médico, ainda assim, eles estão bem longe das mulheres quando o tema é autocuidado. Uma pesquisa da organização Men’s Health Network apontou que existem diversas questões que envolvem a falta de busca de médicos pelos homens. Entre os 2.000 homens pesquisados, 46% revelaram ficar ansiosos e com medo de ir ao médico, 52% deles admitem não ir ao médico por medo de descobrir um problema sério de saúde e 62% só vão ao médico quando sentem uma dor grave e prolongada. No geral, muitos homens sentem receio e constrangimento de ir ao médico para tratar de problemas relacionados à saúde íntima em qualquer fase da vida: Na adolescência não são direcionados ao médico para entender melhor o que ocorre com o corpo a partir da explosão hormonal da puberdade; Não gostam de ir ao médico quando estão adultos e passam por problemas como prostatites (próstata inflamada); Nem sabem que na meia-idade também podem começar a enfrentar problemas como disfunção erétil, aumento da próstata e até o câncer de próstata. Muitos sequer sabem quais são os sintomas dessas patologias. Por isso, é mais do que imprescindível procurar saber qual o médico que cuida da saúde do homem e entender quais os sinais de que o corpo não vai bem em algum aspecto. Para isso, não só na meia-idade, mas desde a adolescência, o público masculino precisa frequentar um clínico geral ou hebiatra de forma periódica, e o urologista (médico de próstata) na fase adulta. Novembro Azul: saúde do homem na mira Essa falta de cuidado da população masculina com a própria saúde inspirou o Novembro Azul, que surgiu na Austrália, em 2003, aproveitando que o Dia Mundial de Combate ao Câncer de Próstata, realizado em 17 de novembro. A campanha do Novembro Azul é uma das ações para saúde do homem, que ocorre no mundo inteiro por diversas entidades, para conscientizar sobre as doenças masculinas, especialmente o câncer de próstata, que pode ser prevenido com exames periódicos ou tratado de forma precoce, evitando a mortalidade. É uma iniciativa importante porque a maioria dos homens costumam procurar o médico só quando o problema já está manifestado, e acabam descobrindo as doenças em fases mais avançadas, como no caso do câncer de próstata, que é o segundo que mais mata, sendo superado só pelo câncer de pele não melanoma. Essa doença é silenciosa e costuma avançar sem sintomas, até mostrar seus sinais em um estágio mais grave. A saúde do homem no Novembro Azul é evidenciada com diversas campanhas, inclusive do Ministério da Saúde, que incentivam a ida dos homens ao médico e a realização de exames preventivos. Saúde do homem: prevenção e autocuidado A prevenção do câncer de próstata deve ser o foco dos homens especialmente a partir dos 40 anos. Como essa doença pode ter um componente genético, os homens que têm pais ou irmãos diagnosticados com o tumor devem procurar o urologista ainda mais cedo. A ida ao urologista vai permitir que o médico faça uma anamnese profunda, para analisar os riscos do paciente. Além disso, na consulta, também é realizado o toque retal, e solicitado outros tipos de exame de próstata, como o PSA, que também são imprescindíveis para o diagnóstico da doença. Ao constatar que existe a condição cancerosa, o médico irá realizar o planejamento terapêutico mais apropriado para o paciente. O tratamento pode passar pela cirurgia para retirada da próstata, terapia hormonal, quimioterapia ou radioterapia. Vai depender do estágio da doença, idade do paciente, condições de saúde e outros parâmetros. Saúde do homem com atendimento humanizado O Dr Jonathan Doyun Cha é urologista, especialista em tratamentos clínicos e cirúrgicos de hiperplasia benigna prostática, câncer de próstata e outras doenças que também afetam a população masculina, como a litíase renal. Todo o seu atendimento é humanizado e focado em trazer a melhor solução para o paciente, de modo a melhorar sua qualidade de vida.

Saúde do homem: entenda por que é preciso se cuidar

A saúde do homem pode ser seriamente abalada pela falta de autocuidado. Isso é o que revela os muitos estudos médicos que apontam que os homens...

Leia mais

A hipertrofia prostática é uma condição que os homens podem desenvolver a partir de uma certa idade. Configura como o aumento da próstata de forma desenfreada e vai trazer muitos prejuízos para a qualidade de vida masculina. Veja nesse texto o que é hipertrofia da próstata, o que causa e o que pode ser feito para tratar. Hipertrofia prostática: causas Antes de falar sobre o que é hipertrofia prostática é importante entender um pouco dessa glândula do organismo masculino, a começar pela sua localização, que é o principal motivo do surgimento de incômodos relacionados à micção quando há alterações na próstata. A próstata fica internamente na pelve masculina, logo abaixo da bexiga e na frente do reto. Além disso, ela envolve a uretra. Tem como função principal a produção de um líquido que enriquece o sêmen e contribui com a fertilidade do homem. A glândula tem dois momentos de crescimento ao longo da vida do homem. A primeira é na puberdade, quando dobra de tamanho, e depois é a partir dos 25 anos, quando atinge um tamanho aproximado de uma noz, pesando cerca de 20 gramas. O crescimento será gradativo e nem todos os homens terão uma próstata aumentada ao ponto de causar transtornos para o comportamento miccional. A hipertrofia prostática ou hiperplasia prostática benigna acontece quando a glândula e o tecido circundante expandem de 4 a 5 vezes o tamanho normal da próstata. Nestes casos, pode saltar do tamanho da noz para o tamanho de um limão ou de uma laranja, provocando muitos desconfortos e alterações miccionais importantes. Mas, vale ressaltar que essa condição, assim como sugere a própria nomenclatura da patologia, não tem nada a ver com um câncer de próstata, e nem será um fator de risco. No entanto, os homens podem sofrer com os dois problemas ao mesmo tempo. A principal causa da hipertrofia da próstata é o envelhecimento. A partir dos 40 anos é quando o processo se intensifica, por isso, a partir dos 50 anos, 50% dos homens já estão com o problema. Porém, outros fatores de risco podem influenciar neste crescimento da glândula, como alterações hormonais, obesidade, diabetes e sedentarismo. Outro importante fator de risco é a etnia, sendo que os negros têm maior possibilidade de sofrer com o aumento da próstata, enquanto o problema tem menor incidência entre os asiáticos, como japoneses e chineses. Sintomas da hipertrofia prostática benigna A hipertrofia de próstata causa uma compressão da uretra, e a parede da bexiga fica mais espessa. Por esse motivo, o homem começa a ter alterações muito significativas no seu comportamento miccional. Entre os principais sintomas estão aqueles que são diretamente provenientes da obstrução uretral ou de alterações secundárias da bexiga, como: Aumento na frequência urinária de dia e às noite (noctúria); Dificuldade para iniciar a micção; Jato urinário fraco ou interrompido; Dificuldade para esvaziar completamente a urina; Gotejamento ao final da micção; Dor ao urinar ou ejacular; Incontinência urinária, Urina turva e/ou fétida (quando ocorre a infecção urinária), etc. Hipertrofia prostática: diagnóstico Em alguns casos, a hipertrofia prostática não exige tratamentos, a menos que cause os sintomas citados acima e prejuízo na vida do homem. Por isso, é preciso procurar uma consulta com um médico de próstata (urologista) o quanto antes, para que sejam relatados os sintomas e o médico solicite exames. Mas é sempre válido dizer que, como é um problema que surge a partir do envelhecimento, o período aconselhado para começar a frequentar consultas de rotina com o urologista é dos 40 anos em diante. Caso o homem tenha um componente genético que possa alertar sobre a questão, como pai ou irmãos que já tenham sido diagnosticados com hiperplasia prostática benigna, o início dessas consultas de rotina podem ser ainda antes do que a chegada aos 40 anos. Além do relato dos sintomas, o diagnóstico de hipertrofia prostática pode ser refinado a partir de exames de próstata, como o toque retal, PSA, exames de urina e urodinâmica, ultrassonografias e outros testes de imagens. É essencial que o urologista faça esses pedidos de exame porque algumas outras condições também podem imitar os sintomas da hiperplasia prostática. Entre as patologias que podem trazer sintomas semelhantes estão a estenose uretral, câncer ou cálculos na bexiga, disfunção da bexiga e do assoalho pélvico, provocados por distúrbios neurológicos, como a bexiga neurogênica. É importante dizer que o tão temido exame de toque uretral configura como uma das primeiras medidas de diagnóstico porque a partir dele o urologista consegue avaliar se o tecido da próstata está crescido ou até apresenta sensibilidade e desconfortos que podem ser fruto também de uma prostatite (inflamação da próstata). Hipertrofia de próstata: tratamento Não é possível prever como será a aceleração do aumento da próstata, em muitos casos, a possibilidade de obstrução urinária não avança por anos. Segundo um estudo da Mayo Clinic, os sintomas não pioraram por 3,5 anos em 73% dos homens que tinham uma hipertrofia prostática leve. Mas, quando o aumento da próstata é progressivo e não é tratado pode levar o homem a sofrer com infecções frequentes no trato urinário, pedras na bexiga e sangue na urina. Além disso, a obstrução urinária pode levar a agravamentos que irão provocar danos aos rins, o que é uma condição bastante arriscada, porque pode levar a uma insuficiência renal. Assim, o tratamento deve ser realizado sempre com base na gravidade dos sintomas e possíveis extensões do dano. Pode ser desde espera vigilante, uso de medicamentos ou cirurgia. Os medicamentos visam proporcionar a redução da próstata e alívio dos sintomas, podem ser tanto os bloqueadores alfa-adrenérgicos, inibidores das 5 alfa-redutase ou os inibidores das 5 fosfodiesterase. Segundo pesquisas da John Hopkins Medicine, os medicamentos melhoram sintomas de 30% a 60% dos homens. Porém, podem ter efeitos colaterais. Cirurgia para hipertrofia prostática Quando o homem toma medicações e a próstata não diminui, se mantendo com sintomas como o sangramento recorrente, pedras na bexiga, comprometimento renal e a bexiga ficando disfuncional, ele deverá se submeter a uma cirurgia para a hipertrofia da próstata, que pode ser realizada pelas abordagens aberta, laparoscópica, robótica ou endoscópica, principalmente a laser. O ideal é que os homens que têm hipertrofia prostática moderada a grave façam a opção no momento certo, para que a doença não tenha prejudicado sua função urinária de forma muito grave. As modalidades de cirurgias são: RTU de próstata (raspagem da próstata), prostatectomia simples robótica ou laparoscópica, vaporização transuretral bipolar da próstata (TUVP), enucleação com laser de holmium (HoLEP), vaporização da próstata com GreenLight Laser ou túlio (ThuLEP), etc. As cirurgias endoscópicas, principalmente a laser, não exigem incisões e têm grandes vantagens sobre outras técnicas, como menos dor, sangramentos, menor risco de complicações e alta hospitalar mais rápida. A prostatectomia aberta é uma técnica para retirada da próstata que ainda existe, mas vem caído em desuso devido aos riscos maiores de dor, sangramento e infecções, além de tempo de recuperação mais demorado. Conclusão Embora a hipertrofia prostática não seja uma condição maligna, se continuar avançando pode sim causar muitos problemas aos homens. Em muitos casos, pelos problemas miccionais, os pacientes podem se isolar e até ter prejuízos no trabalho. É preciso buscar um médico que tenha expertise no tema, especialmente, se a única opção que resta é a cirurgia. O Dr Jonathan Doyun Cha é especialista no diagnóstico e tratamento da hipertrofia prostática. Com atendimento humanizado, vai aconselhar e indicar o melhor tratamento caso a caso, com o objetivo de devolver bem-estar e qualidade de vida ao paciente.

Hipertrofia prostática: entenda o que é e como tratar?

A hipertrofia prostática é uma condição que os homens podem desenvolver a partir de uma certa idade. Configura como o aumento da próstata de...

Leia mais

Consulta com Urologista

Clique para Agendar Consulta