Radioterapia na próstata: como funciona?

A radioterapia de próstata, tão eficaz quanto o tratamento cirúrgico, tem se mostrado uma aliada no combate ao câncer de próstata, que se descoberto ainda na fase inicial, tem até 90% de chances de cura.

Com a evolução da medicina, tal abordagem dispõe de uma tecnologia mais precisa e menos invasiva, o que deve proporcionar melhores resultados e com menos efeitos colaterais para os pacientes. 

Com o intuito de sanar as dúvidas mais comuns, neste conteúdo, vamos descrever como funciona a radioterapia na próstata, seus benefícios e o que os pacientes podem esperar durante o processo.

Se você ou alguém próximo está enfrentando essa condição, é de suma importância entender como esse tratamento pode fazer a diferença na luta contra o câncer. Acompanhe a leitura!

Como é a radioterapia na próstata?

A radioterapia é um tratamento que usa radiação para combater o carcinoma. No caso do câncer de próstata, ela funciona destruindo as células doentes e impedindo que elas se multipliquem. Com o tempo, essas células morrem e o tumor vai desaparecendo.

Esse tratamento é indicado, principalmente, quando o câncer ainda está localizado na próstata, podendo curá-lo se for detectado em estágio inicial.

Em casos mais avançados, a radioterapia na próstata pode ser combinada com cirurgia e terapia hormonal para aumentar a eficácia do tratamento. Além disso, a  técnica também pode ser usada quando a doença volta após uma intervenção cirúrgica.  

Se o exame de PSA mostrar um aumento, pode ser sinal de que algumas células cancerígenas reapareceram. Nessas situações, a radiação ajuda a eliminar essas células antes que o problema se agrave.

Como é feita a radioterapia da próstata?

A radioterapia de próstata, seja externa ou por braquiterapia, pode ter resultados semelhantes à cirurgia, desde que aplicada com doses corretas e técnicas modernas.

Dessa forma, conheça os principais tipos de radioterapia para o câncer de próstata:

  • Radioterapia externa: utiliza um equipamento fora do corpo para direcionar feixes de radiação à próstata, sendo o método mais comum.

Já as suas técnicas consistem em:

  • IMRT (radioterapia de feixes modulados): ajusta a intensidade da radiação para atingir o tumor com mais precisão;
  • 3D (radioterapia conformacional 3D): molda os feixes de acordo com o formato da próstata para minimizar danos aos tecidos saudáveis;
  • IGRT (radioterapia guiada por imagem): permite monitoramento contínuo da posição da próstata, garantindo mais segurança no tratamento.

Deste modo, cada método tem características próprias, benefícios e possíveis efeitos colaterais.

  • Braquiterapia: pequenas fontes radioativas são inseridas diretamente na próstata, indicada principalmente para tumores de crescimento lento em estágio inicial;
  • Combinação de técnicas: em alguns casos, pode-se associar a radioterapia externa e a braquiterapia para potencializar os resultados;
  • Duração do tratamento: o número de sessões varia conforme cada paciente. Em geral, a radioterapia é indolor, não exige anestesia e é realizada em ambiente ambulatorial. Cada sessão dura poucos minutos e o tratamento pode se estender por 30 a 40 sessões, dependendo da necessidade do paciente.

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Para quem é indicada a radioterapia para câncer de próstata?

A radioterapia pode ser uma opção de tratamento para qualquer paciente com câncer de próstata, entretanto, é mais comum em homens mais velhos.

Ela também é uma alternativa mais segura para quem tem problemas de saúde como doenças cardíacas, renais ou diabetes descontrolada, que dificultam a realização da cirurgia.

Como a próstata não é removida, alguns pacientes podem continuar com sintomas urinários e níveis de PSA elevados após o tratamento, o que pode gerar preocupação. 

Por isso, é importante entender bem o processo antes de iniciar a radioterapia. O ideal é seguir as recomendações do urologista para escolher a melhor opção para cada caso.

TABELA DE PSA POR IDADE: Idade  Valores normais para indivíduos brancos Valores normais para indivíduos negros  Valores normais para indivíduos amarelos 40 a 49 anos 0,0 até 2,5 ng/ml 0,0 até 2 ng/ml 0,0 até 2 ng/ml 50 a 59 anos 0,0 até 3,5 ng/ml 0,0 até 4 ng/ml 0,0 até 3 ng/ml 60 a 69 anos 0,0 até 4,5 ng/ml 0,0 até 4,5 ng/ml 0,0 até 4 ng/ml 70 a 79 anos 0,0 até 6,5 ng/ml 0,0 até 5,5 ng/ml 0,0 até 5 ng/ml

Radioterapia da próstata: efeitos colaterais do procedimento

Embora a tecnologia na área urológica só cresça, apesar da redução dos efeitos colaterais da radioterapia na próstata, eles ainda existem. Os principais são: 

  • Sintomas urinários: ardência e urgência para urinar;
  • Fadiga: sensação de cansaço;
  • Alterações intestinais: aumento da frequência evacuatória, com melhora esperada após alguns dias do fim do tratamento;
  • Disfunção sexual: pode ocorrer dificuldade de ereção em longo prazo, sendo importante discutir esse risco com o médico antes do tratamento;
  • Linfedema: a radiação pode afetar os gânglios linfáticos, causando inchaço nas pernas ou região genital, provocado pelo acúmulo de líquidos. 

Lembre-se: na maioria dos casos, os efeitos colaterais da radioterapia da próstata são leves e desaparecem em poucas semanas.

A radioterapia na próstata causa impotência sexual?

A radioterapia no câncer de próstata pode causar disfunção erétil, mas ocorre de forma mais tardia em comparação à cirurgia.

Os principais fatores que influenciam a possibilidade de impotência são:

  • Idade do paciente: homens mais velhos têm maior risco;
  • Saúde vascular: doenças como diabetes e hipertensão podem agravar o quadro;
  • Dose e técnica de radioterapia: métodos mais modernos minimizam os impactos.

Ainda que a radioterapia possa afetar a função erétil ao longo do tempo, muitos homens mantêm a capacidade de ereção após o tratamento. 

Caso ocorra a impotência, existem opções como medicamentos e terapias para auxiliar na recuperação. É essencial conversar com o médico sobre os possíveis efeitos e alternativas.

Estágios do câncer de próstata: T1: câncer não identificado no exame de toque da próstata; T2: tumor primário, limitado à próstata; T3: é quando a doença afeta também a cápsula prostática e as vesículas seminais; T4: o câncer invade outras estruturas próximas; N0: inexistência de metástases nos nódulos linfáticos da região da próstata; N1: existência de metástases nos nódulos linfáticos da região da próstata; M1: existência de metástases em outros órgãos ou ossos mais distantes da próstata.

Conclusão

A radioterapia em câncer de próstata é uma opção eficaz e segura no tratamento da doença, oferecendo bons resultados, especialmente em casos de câncer localizado ou em combinação com outros tratamentos. 

Com as tecnologias modernas, como IMRT e IGRT, a precisão da radiação tem avançado, minimizando os efeitos colaterais e aumentando as chances de cura.

Apesar do tratamento poder causar alguns desconfortos temporários, como ardência urinária e alterações intestinais, a maioria desses sintomas desaparece após o término da terapia.

Além disso, a radioterapia é uma boa alternativa para pacientes que não podem se submeter à cirurgia, como os mais velhos ou aqueles com condições de saúde complicadas. 

É fundamental que o paciente discuta com seu médico sobre as melhores opções de tratamento, considerando as características da doença e os possíveis efeitos a longo prazo. 

Com o acompanhamento adequado, a radioterapia pode ser uma ferramenta valiosa no combate ao câncer de próstata.

Câncer de próstata: radioterapia é com o Dr. Jonathan Cha

Quem está com suspeitas de problemas na próstata que prejudicam o bem-estar, deve procurar um médico urologista o quanto antes para começar um tratamento adequado, como a radioterapia, para eliminar possíveis sintomas e desconfortos. 

O Dr Jonathan Doyun Cha é especialista nos tratamentos clínicos e cirúrgicos de doenças prostáticas, oferecendo diagnóstico preciso e atendimento humanizado, com avaliação criteriosa das condições do paciente para indicar a melhor abordagem terapêutica para cada caso, conforme gravidade dos sintomas.

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