Conteúdo revisado pelo Dr. Jonathan Doyun Cha, urologista especializado em doenças prostáticas e cirurgias minimamente invasivas.
Referência da urologia brasileira, o Congresso Paulista de Urologia 2026 reuniu especialistas em São Paulo e o Dr. Jonathan Cha integrou a programação oficial de um dos painéis mais discutidos sobre HPB.
O Congresso Paulista de Urologia (CPU) é um dos encontros mais tradicionais da especialidade no Brasil. Criado em 1991, o evento completou 35 anos de história em 2026, se consolidou como referência na urologia paulista e também no cenário internacional.
Nessa edição, o Dr. Jonathan Doyun Cha, urologista referência em hiperplasia prostática benigna e em cirurgias minimamente invasivas, integrou a programação oficial como moderador e apresentador. Ele participou do painel “Hiperplasia Prostática Benigna: Falha do método ou falha da indicação?”
O que foi o Congresso Paulista de Urologia 2026?
O XIX CPU aconteceu entre os dias 3 e 6 de setembro de 2026, no WTC Events Center, em São Paulo. A realização foi da Sociedade Brasileira de Urologia, Seção São Paulo (SBU-SP).
O congresso reuniu, na mesma programação:
- Especialistas renomados da urologia nacional;
- Jovens lideranças da área;
- Médicos residentes em formação.
Além disso, a edição de 2026 teve um diferencial institucional:
- o apoio de fomento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) para o custeio do evento, um fato inédito na história do CPU, que reforça o reconhecimento científico do congresso.
Como foi a participação do Dr. Jonathan no painel sobre HPB?
Para o Dr. Jonathan, integrar a programação oficial do CPU tem um significado que vai além do reconhecimento profissional.
Segundo ele, a presença no congresso é “o reconhecimento de um trabalho construído ao longo de muitos anos”, tanto na prática assistencial quanto na coordenação de uma área de disfunção miccional dentro de um hospital-escola.
Por isso, atuar como moderador e apresentador ao lado de outras referências da urologia brasileira também cumpre outra função: manter a prática clínica alinhada às evidências mais recentes.
“Falha do método ou falha da indicação?”: por que essa discussão é atual
Nos últimos anos, o tratamento da HPB passou a contar com um número crescente de tratamentos cirúrgicos minimamente invasivos (MISTs). Essa ampliação de opções trouxe benefícios, mas também novas perguntas para a prática clínica.
O Dr. Jonathan resume o cerne do debate:
- “Ainda existem muitas nuances relacionadas à indicação, à seleção adequada do paciente, à aplicação de cada técnica e, principalmente, ao alinhamento de expectativas”.
Também de acordo com o Dr., não existe uma solução única que sirva para todos os pacientes.
O médico também afirma que a discussão do painel não é simplesmente sobre qual técnica é melhor, e sim sobre qual é o tratamento mais adequado “para aquele paciente, naquele momento e com aqueles objetivos”, uma distinção que orienta toda a conduta terapêutica na HPB.
Quando a indicação correta pesa mais do que a tecnologia escolhida?
A hiperplasia prostática benigna é uma condição extremamente prevalente. Consequentemente, a urologia moderna oferece diferentes níveis de tratamento, que costumam seguir uma progressão:
- Acompanhamento clínico, quando os sintomas são leves;
- Tratamento com medicamentos específicos para HPB, quando há sintomas moderados;
- Procedimentos minimamente invasivos (MISTs), para casos selecionados;
- Cirurgia convencional, em quadros mais avançados ou com falha das etapas anteriores.
Mais do que escolher uma tecnologia, o urologista precisa entender quem é o paciente à sua frente, seus sintomas, sua anatomia e suas expectativas. Como resume o Dr. Jonathan:
- “Podemos ter uma excelente ferramenta nas mãos, mas, se utilizarmos a ferramenta errada para o problema errado, dificilmente chegaremos à melhor solução para aquele paciente”.
Vale reforçar um ponto importante: a HPB não é câncer. É uma condição benigna, e essa diferença, explicada em detalhes no artigo sobre próstata aumentada e câncer, deve orientar tanto o diagnóstico quanto a comunicação com o paciente.
Benefícios e limitações dos MISTs
Os procedimentos minimamente invasivos trazem vantagens relevantes, mas também exigem critérios específicos de indicação. Entre os principais pontos:
– Benefícios:
- Recuperação geralmente mais rápida;
- Menor tempo de internação em muitos casos;
- Alternativa para pacientes com contraindicação à cirurgia convencional.
– Limitações:
- Nem todo perfil anatômico é elegível;
- Resultados variam conforme o tamanho e formato da próstata;
- Exigem seguimento pós-procedimento para validar o resultado.
Por isso, diante de um resultado insatisfatório, a análise não pode ser simplista. É preciso reavaliar, em conjunto, o paciente, a indicação e a execução técnica do procedimento.
Avaliação diagnóstica: o que o urologista investiga antes de indicar um tratamento?
Antes de qualquer decisão terapêutica, a investigação diagnóstica precisa ser completa. Normalmente, ela envolve:
- Exame de PSA total e livre, para avaliar marcadores prostáticos;
- Ressonância magnética da próstata, para mapear a anatomia e identificar áreas suspeitas;
- Biópsia da próstata, quando há indicação específica para confirmação diagnóstica.
Essa avaliação contribui para uma indicação individualizada, sem basear a escolha apenas na tecnologia disponível.
A mensagem do Dr. Jonathan para quem adia a avaliação urológica
Ao encerrar sua participação no CPU 2026, o Dr. Jonathan deixou um recado direto aos homens que convivem com sintomas urinários: não se deve aceitar esses sintomas como consequência inevitável da idade.
Sinais como jato urinário fraco, dificuldade para iniciar a micção ou necessidade de urinar várias vezes à noite merecem avaliação. Afinal, a consulta urológica não significa, necessariamente, indicação de cirurgia.
Conforme o médico, o objetivo do cuidado vai além do sintoma isolado:
- “Nosso objetivo vai muito além de tratar um sintoma urinário. É ajudar esse homem a permanecer ativo, independente e produtivo, preservando sua qualidade de vida ao longo dos anos.”
Por que a atualização constante do urologista importa para o paciente?
Participar de um congresso como o CPU é parte direta da qualidade do cuidado oferecido. Afinal, as técnicas de tratamento da HPB evoluem rapidamente, e é no contato com colegas de referência que o urologista mantém sua prática alinhada ao que existe de mais atual.
Com título de especialista pela Sociedade Brasileira de Urologia (CRM/SP 146.315 | RQE 96.103), atuação no corpo clínico do Einstein Hospital Israelita, certificação em cirurgia robótica (Intuitive Surgical) e em HoLEP (Lumenis/Olympus), o Dr. Jonathan Cha une experiência prática consolidada e formação internacional (Harvard T.H. Chan e fellowship clínico em Barcelona).
Se você convive com sintomas urinários ou já recebeu o diagnóstico de próstata aumentada, agende sua consulta com o Dr. Jonathan Cha e receba uma avaliação individualizada.
FAQ – Perguntas frequentes sobre o Congresso Paulista de Urologia 2026
O que é o Congresso Paulista de Urologia (CPU)?
O CPU é um dos encontros mais tradicionais da urologia no Brasil, criado em 1991 e realizado pela SBU-SP. Reúne especialistas, jovens lideranças e residentes para discutir avanços técnicos e científicos da especialidade.
Quando e onde aconteceu o CPU 2026?
O XIX Congresso Paulista de Urologia aconteceu entre os dias 3 e 6 de setembro de 2026, no WTC Events Center, em São Paulo (SP).
O que significa “falha do método ou falha da indicação” no tratamento da HPB?
É a discussão sobre se um resultado insatisfatório decorre de uma limitação da tecnologia, de uma indicação inadequada para aquele paciente ou de aspectos técnicos da execução. Os três fatores precisam ser avaliados em conjunto.
Os MISTs substituem a avaliação com um urologista?
Não. Os MISTs ampliaram as opções de tratamento, mas cada técnica tem critérios de indicação específicos. A escolha do tratamento mais adequado depende de uma avaliação individualizada.
HPB é a mesma coisa que câncer de próstata?
Não. A hiperplasia prostática benigna é uma condição benigna e diferente do câncer de próstata. Como os sintomas urinários, isoladamente, não permitem identificar sua causa, a avaliação urológica é importante para estabelecer o diagnóstico correto.



