Quando a litíase renal (cálculos renais) é muito grande, a cirurgia de pedra nos rins pode ser a melhor forma de tratamento.
O urologista deve avaliar o caso de maneira individualizada, levando em consideração diversos fatores que ajudam a identificar o melhor tratamento a ser adotado em cada situação.
Mas, fazer cirurgia de pedra nos rins é perigoso? Conheça essa resposta e esclareça outras dúvidas neste texto.
Índice
Quando é necessária a cirurgia de pedra nos rins?
Quando uma pessoa está com pedra nos rins ou cálculo renal, o urologista deve avaliar o caso de maneira individualizada, levando em consideração diversos fatores que ajudam a identificar o melhor tratamento a ser adotado em cada situação.
Os principais aspectos levados em consideração pelo especialista no momento de definir o tratamento mais adequado são:
- Tamanho e localização da pedra;
- Gravidade do caso e nível de dor apresentado pelo paciente;
- Grau de dureza da pedra, que pode ser determinado com a ajuda da tomografia computadorizada;
- Histórico clínico do paciente (se já operou para eliminar uma pedra ou se a eliminou espontaneamente).
Neste caso, a intervenção cirúrgica é indicada quando:
- O paciente apresenta dores muito intensas e que não podem ser controladas por medicamentos;
- Risco de obstrução da uretra ou ureter;
- Infecção urinária associada à presença do cálculo;
- Dilatação da via urinária excretora.
Além disso, cirurgia para retirada de pedra nos rins costuma ser indicada para pacientes que apresentam pedras com diâmetro maior do que 4 milímetros.
Mas nem todos os casos de cálculo renal demandam a realização de uma cirurgia de pedra nos rins.
Caso a formação seja pequena, o que significa ter menos do que 4mm, e o paciente não apresente sinais de complicação clínica, é possível esperar que seja expelido naturalmente pela urina.
Em alguns casos, podem ser receitados apenas medicamentos para dilatar o ureter, favorecendo a passagem da pedra em direção à bexiga para ser expelida pela urina.
Como é feita a cirurgia de pedra nos rins?
Uma vez que existem diferentes formas de fazer cirurgia de retirada de pedra nos rins, também cabe ao especialista apontar a metodologia cirúrgica mais adequada para o paciente.
O tipo de cirurgia é escolhido de acordo com a localização do cálculo renal, sintomas apresentados e demais características da formação — tais como tamanho da pedra e existência de infecção associada à sua presença.
Existem diferentes metodologias cirúrgicas que podem ser aplicadas para a retirada dos cálculos renais. Os principais tipos de cirurgia de pedra nos rins são:
Cirurgia endoscópica a laser
Chamada ureterorrenolitotripsia, esse tipo de cirurgia de pedra nos rins a laser é feita a partir da inserção de um instrumento fino com uma câmera na ponta, que passa pela uretra e alcança os rins do paciente.
Ao localizar a pedra com auxílio de uma microcâmera, o cirurgião emite o laser, que pode ser o Holmium Laser, Thulium ou Thulium Fiber (laser de fibra de túlio), que vai partir a pedra em pequenas partes que poderão ser removidas ou eliminadas pela urina.
A cirurgia de pedra nos rins pela uretra é um procedimento pouco invasivo, mas que demanda aplicação de anestesia, fazendo com que o paciente fique internado por pelo menos um dia.
Nesta abordagem, o paciente poderá ficar com cateter após cirurgia de pedra nos rins, para facilitar a saída dos fragmentos remanescentes pela uretra.
Cirurgia percutânea a laser ou com litotritor ultrassônico
Mais indicada para pedras maiores, esta cirurgia recebe o nome de nefrolitotripsia percutânea, e é realizada a partir de um pequeno corte na região lombar do paciente.
Através da incisão, o cirurgião insere um aparelho chamado nefroscópio, que alcança o interior do rim e utiliza diferentes formas de energia, como o Holmium Laser, Thulium e o Thulium Fiber (laser de fibra de túlio) ou com litotritor ultrassônico (outra forma de energia), para fragmentar os cálculos existentes.
Em seguida, os pedaços da pedra são removidos com ajuda de pinças cirúrgicas.
O procedimento é realizado com anestesia geral, com necessidade de internação hospitalar e repouso de pelo menos por três dias após a liberação para casa.
Cirurgia por laparoscopia e robótica
Também indicada para casos muito específicos, em que as pedras estão localizadas em uma região chamada pelve renal — extremidade superior do ureter, sendo responsável pela coleta de urina.
Neste caso, a cirurgia de pedra nos rins é feita a partir de pequenas incisões no abdômen do paciente, por onde são inseridas pinças laparoscópicas instrumentos que transmitem imagens para monitores de vídeo, permitindo que o cirurgião visualize a parte interna do paciente sem a necessidade de fazer um grande corte).
Pelas incisões, também podem ser passados instrumentos cirúrgicos que permitem a extração das pedras de maneira pouco invasiva.
Litotripsia extracorpórea
Este é um procedimento que utiliza ondas de choque para fragmentar as pedras existentes, permitindo que elas sejam eliminadas espontaneamente pela urina.
Por não demandar a realização de um corte na pele do paciente, esta é uma cirurgia de pedra nos rins que pode ser realizada apenas com sedação.
Porém, pode ser necessária mais de uma sessão para ter sucesso na intervenção — o que não é aconselhado, dependendo dos sintomas e gravidade apresentados pelo paciente.
Cirurgia aberta tradicional
Este é o tipo de cirurgia de pedra nos rins mais invasivo dentre as metodologias disponíveis, e consiste na abertura do órgão para remoção dos cálculos.
Trata-se de uma intervenção cada vez menos aplicada na atualidade, sendo indicada apenas para casos considerados graves e complicados, quando nenhuma das outras opções cirúrgicas pode ser aplicada.
Quanto tempo de repouso após cirurgia de pedra nos rins?
O tempo de recuperação da cirurgia de pedra nos rins vai depender da abordagem cirúrgica.
A cirurgia aberta é a que necessita de um maior tempo para recuperação, porém, a laser vai diminuir muito esse prazo, inclusive, oferecendo menos riscos de sangramento, dores e infecções.
Por exemplo, na cirurgia de pedra nos rins a laser, o paciente pode receber alta do hospital no mesmo dia, e retomar as atividades cotidianas em 2 a 3 dias.
Riscos da cirurgia de cálculo renal
A cirurgia de pedras nos rins não é perigosa, os principais riscos associados à cirurgia de pedra nos rins são a infecção e lesão no órgão. Mas, para minimizar as chances de que essas intercorrências ocorram, é fundamental procurar um médico com expertise neste tipo de procedimento.
Outro ponto importante é seguir todos cuidados recomendados pelo cirurgião no período pós-operatório, bem como comparecer às consultas de retorno e ficar atento a sinais como febre alta, sangramento na urina, dificuldade para urinar ou dor intensa.
Entenda mais sobre os cálculos renais
Os cálculos renais são cristais que se formam quando há abundância de impurezas na urina e quantidade insuficiente de líquido para dissolvê-las.
Uma crise de cálculo renal é bastante dolorosa, podendo trazer diversas complicações ao paciente, como infecções, obstrução urinária, lesão renal e até mesmo óbito, dependendo das condições de saúde do indivíduo.
Em geral, essa patologia afeta mais os homens, mas as mulheres também podem sofrer com esse problema urinário.
Os cálculos são formados a partir de substâncias diversas, como o oxalato de cálcio, ácido úrico, cistina e estruvita.
- Cálcio: esse é o tipo mais comum de cálculo, cerca de 80% dos casos, quando há uma grande quantidade de sais de cálcio e oxalato na urina. Quando existem muitos sais, é uma condição denominada de hipercalciúria, já quando há muito oxalato é chamado de hiperoxalúria;
- Ácido úrico: quando a urina tem pH baixo (ácido) e em condições que levem a hiperuricosúria, que seria o aumento do ácido úrico na urina, sao formados cálculos dessa substância;
- Estruvita: quando o cálculo é formado de estruvita, são pedras compostas por uma mistura de amônia, fosfato e magnésio, e indica que houve infecção prévia. Diferente dos outros tipos de cálculos, o de estruvita atinge 3 vezes mais as mulheres;
- Cistina: são cálculos mais raros que se formam a partir de uma grande quantidade de cistina na urina, que é um aminoácido. Podem se formar em pessoas que têm cistinúria;
Fatores de risco para a formação dos cálculos renais
Embora qualquer pessoa possa ter cálculos renais, a principal causa do surgimento dos cálculos renais é o desequilíbrio hídrico do organismo, mas há outros fatores que também podem contribuir para a formação das pedras:
- Predisposição genética;
- Transtornos hormonais;
- Diabetes;
- Hipertensão;
- Distúrbios metabólicos;
- Fatores ambientais: ficar em locais quentes com baixa ingestão hídrica;
- Ganho intenso de peso;
- Sedentarismo;
- Consumo exagerado de alimentos ricos em sal.
Conclusão
Para saber mais a respeito da cirurgia de pedra nos rins e esclarecer todas as suas dúvidas sobre tratar ou prevenir a formação de cálculos renais, entre em contato e agende uma consulta com o Dr. Jonathan Cha, que é especialista no diagnóstico e cirurgias de pedra nos rins e nos tratamentos relacionados à próstata.
O Dr Jonathan vai buscar a abordagem terapêutica mais apropriada para o seu caso, com atendimento humanizado.
Leia também: