Você vive em função do banheiro? Como a hiperplasia prostática benigna pode estar tirando sua qualidade de vida

Urologista explicando para paciente idoso sobre hiperplasia prostática benigna, seus sintomas, diagnóstico e tratamentos para próstata aumentada em consulta médica especializada

Conteúdo revisado pelo Dr. Jonathan Doyun Cha, urologista especializado em doenças prostáticas e cirurgias minimamente invasivas.

Descubra se a hiperplasia prostática benigna tem cura, quais sintomas merecem atenção e como tratamentos modernos podem restaurar sua qualidade de vida

Hiperplasia prostática benigna: um termo que pode soar assustador para muitos homens. Mas afinal, o quão grave é realmente essa condição? 

A HPB é uma doença comum entre indivíduos mais velhos, caracterizada pelo aumento benigno da próstata. Embora seja um problema urológico não cancerígeno, pode causar sintomas desconfortáveis.

Portanto, compreender o que é hiperplasia prostática benigna é fundamental para cuidar adequadamente da sua saúde. Aliás, quanto mais precoce o diagnóstico, melhores são os resultados do tratamento. 

Neste artigo, você vai descobrir tudo sobre próstata aumentada: sintomas, diagnóstico e opções terapêuticas disponíveis.

O que é hiperplasia prostática benigna (HPB)

A hiperplasia prostática benigna, também conhecida como hipertrofia prostática ou aumento da próstata, é o crescimento não canceroso da glândula prostática, ou seja, trata-se de uma condição benigna que ocorre naturalmente com o envelhecimento masculino.

A próstata é uma glândula que integra o sistema reprodutor masculino e envolve a uretra no colo da bexiga. Além disso, é responsável pela produção de um líquido alcalino que enriquece o sêmen. Esse fluido é fundamental para a fertilidade masculina.

A glândula passa por dois momentos principais de crescimento: primeiro na puberdade, e depois a partir dos 25 anos, quando começa uma expansão contínua. 

Entretanto, a partir dos 40 anos, esse crescimento se acelera significativamente. Consequentemente, pode começar a causar sintomas obstrutivos.

tirinha com o tamanho normal da próstata.

Diferença entre HPB, próstata aumentada e câncer de próstata

Muitos homens se perguntam: hiperplasia prostática benigna é câncer? A resposta é não. Definitivamente, a HPB não é câncer e não se transformará em câncer. Contudo, ambas as condições podem coexistir no mesmo paciente.

Enquanto a hiperplasia prostática é caracterizada pelo crescimento benigno das células, o câncer de próstata envolve crescimento maligno descontrolado. 

Portanto, mesmo com diagnóstico de HPB, é importante manter o acompanhamento regular. Assim, o urologista pode detectar precocemente qualquer alteração suspeita.

Por que a próstata aumenta com a idade?

O crescimento prostático está relacionado principalmente a alterações hormonais que ocorrem com o envelhecimento. Especificamente, mudanças nos níveis de testosterona, estrogênio e di-hidrotestosterona (DHT) influenciam esse processo.

Além disso, outros fatores de risco também podem desencadear esses problemas na próstata:

  • Hereditariedade e histórico familiar;
  • Sedentarismo e obesidade;
  • Diabetes e síndrome metabólica;
  • Alterações genéticas específicas.

De acordo com estudos da American Urological Association, o volume prostático aumenta em média 1,6% ao ano após os 40 anos. Consequentemente, esse crescimento progressivo pode levar aos sintomas característicos da HPB.

Quando a HPB começa a dar sintomas?

Os sintomas da próstata aumentada geralmente aparecem quando a glândula atinge tamanho suficiente para comprimir a uretra. 

Tipicamente, isso ocorre quando o volume ultrapassa 30-40 gramas. Entretanto, nem sempre o tamanho se correlaciona diretamente com a intensidade dos sintomas.

Alguns homens com próstatas grandes permanecem assintomáticos. Enquanto outros, com aumento moderado, já apresentam queixas significativas. Portanto, a avaliação individualizada é fundamental para determinar a necessidade de tratamento.

Video

Sintomas de próstata aumentada (HPB)

Os sintomas de hiperplasia prostática benigna surgem à medida que a glândula comprime a uretra. Dessa forma, bloqueia parcial ou totalmente a passagem da urina. Além disso, a parede da bexiga fica mais espessa ao tentar empurrar a urina contra a obstrução.

Vontade de urinar toda hora

A frequência urinária aumentada é um dos primeiros sinais de próstata aumentada. Especialmente, quando o homem precisa urinar mais de 8 vezes durante o dia. 

Igualmente importante, a necessidade de acordar múltiplas vezes à noite para urinar (noctúria) compromete significativamente a qualidade do sono.

Jato de urina fraco e interrupções

O jato urinário fraco e intermitente é outro sintoma característico da hiperplasia prostática. Muitos pacientes relatam demora para iniciar a micção e necessidade de fazer força. Consequentemente, o ato de urinar se torna demorado e frustrante.

Levantar várias vezes à noite (noctúria)

A noctúria afeta profundamente o bem-estar dos pacientes. Portanto, acordar 2, 3 ou mais vezes para urinar interrompe o sono reparador. Isto é, prejudica a disposição durante o dia e aumenta o risco de quedas noturnas em idosos.

Sensação de bexiga cheia mesmo após urinar

A sensação de esvaziamento incompleto é um sintoma perturbador. Basicamente, o paciente sente que ainda há urina na bexiga mesmo após terminar de urinar. Além disso, pode ocorrer gotejamento pós-miccional, causando desconforto e constrangimento.

Outros sintomas da hiperplasia prostática benigna incluem:

  • Urgência urinária súbita e intensa;
  • Incontinência urinária (escapes involuntários);
  • Dor ou desconforto durante a micção;
  • Presença de sangue na urina.

Felizmente, nem todos os homens apresentam todos esses sintomas simultaneamente. Contudo, a presença de dois ou mais sinais já justifica avaliação urológica especializada.

Diagnóstico da hiperplasia prostática benigna

Exame de toque retal

O exame de toque retal é fundamental no diagnóstico inicial. Através dele, o urologista avalia o tamanho, a forma e a consistência da próstata. 

Além disso, identifica possíveis nódulos ou áreas endurecidas suspeitas. Apesar do desconforto inicial, é um exame rápido, seguro e essencial.

PSA: quando o valor é preocupante

O PSA (antígeno prostático específico) é um exame de sangue usado para rastrear alterações prostáticas. 

Entretanto, é importante saber que a hiperplasia benigna da próstata aumenta o PSA de forma proporcional ao volume glandular, ou seja, valores elevados não indicam automaticamente câncer.

Cada grama de tecido prostático benigno eleva o PSA em aproximadamente 0,3 ng/mL. Portanto, uma próstata de 60 gramas pode elevar o PSA para cerca de 6 ng/mL sem ser câncer. 

Igualmente importante é avaliar a velocidade de crescimento do PSA ao longo do tempo.

Ultrassom, IPP e volume da próstata

O ultrassom transretal mede precisamente o volume prostático e identifica alterações estruturais. Especificamente, permite avaliar a protrusão prostática intravesical (IPP), que indica quanto a próstata cresce para dentro da bexiga. Além disso, mede o resíduo pós-miccional, que mostra quanto de urina permanece na bexiga após urinar.

Outros exames complementares incluem:

  • Fluxometria urinária (mede a força do jato) e Urofluxometria com resíduo pós-miccional;
  • Cistoscopia (quando necessário visualizar a uretra e bexiga).

Quando investigar câncer de próstata junto?

Embora a hiperplasia prostática benigna não seja câncer, ambas as condições podem coexistir. 

Por isso, durante a investigação da HPB, o urologista também rastreia possíveis sinais de câncer. Principalmente por meio do toque retal, PSA e, quando necessário, ressonância magnética e biópsia.

Próstata aumentada: tratamentos disponíveis

Atualmente, os tratamentos para próstata vão desde intervenções comportamentais até técnicas cirúrgicas minimamente invasivas. 

A seleção do tratamento adequado deve considerar sintomas, volume prostático e condições clínicas.

A grande dúvida dos pacientes é: próstata aumentada tem cura? E a resposta é: hiperplasia prostática benigna tem cura através de tratamentos eficazes. Existem diversas opções terapêuticas, desde mudanças de hábitos até cirurgias minimamente invasivas.

Mudanças de hábitos e observação

Para casos leves, recomenda-se monitoramento periódico aliado a hábitos saudáveis. Principalmente:

  • Alimentação equilibrada rica em frutas e vegetais;
  • Prática regular de atividade física;
  • Controle da ingestão de líquidos à noite;
  • Evitar álcool e cafeína antes de dormir;
  • Urinar sempre que sentir vontade.

Medicamentos para HPB: vantagens e limites

Os medicamentos são a primeira linha de tratamento para sintomas moderados. Basicamente, existem duas classes principais:

  • Bloqueadores alfa Promovem relaxamento da musculatura prostática e do colo vesical. Consequentemente, facilitam a passagem da urina. Os resultados aparecem em 2-4 semanas.
  • Inibidores da 5-alfa-redutase Reduzem gradualmente o volume prostático ao longo de 6-12 meses. Portanto, são indicados para próstatas maiores (acima de 40 gramas).

É importante ressaltar que os remédios para hiperplasia prostática benigna devem ser prescritos por um urologista após avaliação completa. 

Embora eficazes para casos leves a moderados, esses medicamentos requerem uso contínuo e acompanhamento regular para monitorar resposta terapêutica e possíveis efeitos colaterais.

Cirurgias tradicionais (raspagem, RTU)

A cirurgia hiperplasia prostática benigna pode ser realizada por diferentes técnicas. A RTU (ressecção transuretral da próstata) é uma cirurgia minimamente invasiva tradicional. 

O procedimento é realizado através da uretra, sem incisões externas. Com um ressectoscópio, o cirurgião raspa o tecido prostático excessivo

Embora eficaz, a RTU apresenta alguns riscos: sangramento, necessidade de transfusão e ejaculação retrógrada. Ademais, o tempo de recuperação pode ser de 2-4 semanas com sonda vesical.

Enucleação da próstata: conheça o pré e pós-operatório.

Tratamentos modernos: HoLEP, Rezum, GreenLight

As técnicas modernas oferecem resultados superiores com menor risco de complicações:

  • HoLEP (Enucleação a Laser de Hólmio): remove completamente o adenoma prostático. Além disso, apresenta baixíssimas taxas de sangramento. O Dr. Jonathan Doyun Cha é certificado pela Lumenis, Boston e Dornier para realizar este procedimento avançado no Hospital Israelita Albert Einstein.
  • ThuFLEP (Enucleação com Laser de Túlio): tecnologia mais recente que oferece precisão excepcional. Consequentemente, permite tratar próstatas de qualquer tamanho com segurança. Igualmente, a recuperação é mais rápida.
  • GreenLight Laser: vaporiza o tecido prostático de forma precisa. Sobretudo, é indicado para pacientes que usam anticoagulantes. A alta hospitalar ocorre em 24 horas ou menos.
  • Rezum (Terapia a Vapor): procedimento minimamente invasivo que usa vapor d’água para reduzir o volume prostático. Especialmente indicado para pacientes que desejam preservar completamente a função sexual.
  • Cirurgia Robótica: para próstatas muito grandes (acima de 150 gramas), a prostatectomia simples robótica é excelente opção. O Dr. Jonathan Doyun Cha, certificado pela Intuitive Surgical, realiza este procedimento com precisão milimétrica.

A escolha do tratamento da hiperplasia prostática benigna mais adequado deve ser individualizada. O urologista considera fatores como tamanho prostático, gravidade dos sintomas, idade do paciente, comorbidades e preferências pessoais. 

Portanto, uma avaliação criteriosa é fundamental para definir a melhor estratégia terapêutica

 

Riscos de não tratar a próstata aumentada

Retenção urinária e necessidade de sonda

A retenção urinária aguda é uma emergência médica. Isto é, a impossibilidade total de urinar causa dor intensa. Felizmente, pode ser resolvida com cateterização vesical. Contudo, episódios recorrentes indicam necessidade de tratamento definitivo.

Infecções urinárias recorrentes

O acúmulo de urina na bexiga favorece infecções de repetição. Consequentemente, o paciente sofre com episódios frequentes de cistite e uretrite. Além disso, infecções não tratadas podem ascender para os rins.

Comprometimento da bexiga e dos rins

A obstrução crônica pode causar danos permanentes à bexiga. Especificamente, a parede vesical fica espessada e perde capacidade contrátil. Igualmente grave, a pressão pode refluir para os rins, causando hidronefrose e insuficiência renal.

Vida sexual, qualidade de vida e HPB

HPB causa impotência?

Essa é uma dúvida frequente, mas a resposta é que a HPB em si não causa disfunção erétil diretamente. Entretanto, próstatas muito aumentadas podem comprimir estruturas nervosas envolvidas na ereção.

Além do que, alguns medicamentos usados no tratamento podem afetar a função sexual. Por isso, é importante discutir com o urologista as opções terapêuticas que melhor preservam a sexualidade.

Cirurgia de próstata e função erétil

As cirurgias modernas preservam as estruturas responsáveis pela ereção. Especialmente técnicas como HoLEP, ThuFLEP e cirurgia robótica têm baixíssimo risco de causar impotência. Portanto, a maioria dos homens mantém a função erétil normal após o procedimento.

Retomada da rotina e atividades diárias

Com tratamento adequado, a recuperação é rápida. Geralmente, pacientes retornam às atividades normais em 1-2 semanas. Além disso, a melhora dos sintomas urinários restaura significativamente a qualidade de vida e o bem-estar.

Cuide da sua saúde prostática com um especialista: conheça o Dr Jonathan Doyun Cha

Compreender o que é hiperplasia prostática benigna e reconhecer seus sintomas é fundamental para buscar tratamento no momento adequado. Embora o crescimento prostático seja natural, os sintomas não devem ser ignorados. 

Felizmente, existem tratamentos modernos e eficazes que restauram completamente a qualidade de vida!

Quem está com hiperplasia prostática benigna fica com o bem-estar e a qualidade de vida prejudicados. O ideal é procurar um urologista o quanto antes para começar um tratamento adequado para eliminar esses sintomas e desconfortos. 

O Dr Jonathan Doyun Cha é especialista nos tratamentos clínicos e cirúrgicos da HPB, oferecendo diagnóstico preciso e atendimento humanizado, com avaliação criteriosa das condições do paciente para indicar a melhor abordagem terapêutica para cada caso, conforme gravidade dos sintomas.

Quer entender como curar hiperplasia prostática benigna?

Entre em contato e agende uma consulta!

Clique aqui para agendar uma consulta com o Dr. Jonathan Doyun Cha.

FAQ – Perguntas frequentes sobre hiperplasia prostática benigna 

1. Próstata aumentada tem cura definitiva?

Sim, a próstata aumentada tem cura através de tratamentos eficazes. As cirurgias modernas, como HoLEP e ThuFLEP, removem o tecido prostático excessivo de forma definitiva, com baixa taxa de recorrência. Medicamentos controlam os sintomas, mas não curam a condição. Portanto, para casos avançados, a cirurgia oferece solução permanente e restauração completa da qualidade de vida.

2. Quais os primeiros sintomas de hiperplasia prostática benigna?

Os primeiros sintomas de hiperplasia prostática benigna geralmente incluem aumento da frequência urinária, especialmente à noite, e jato urinário mais fraco. Muitos homens também relatam urgência súbita para urinar e sensação de esvaziamento incompleto da bexiga. Esses sinais costumam aparecer gradualmente após os 50 anos e se intensificam com o tempo se não tratados.

3. Hiperplasia prostática benigna é câncer?

Não, a hiperplasia prostática benigna não é câncer e não se transformará em câncer. São condições completamente diferentes que surgem em regiões distintas da próstata. Entretanto, é possível ter HPB e câncer de próstata simultaneamente, já que ambos são comuns em homens mais velhos. Por isso, mesmo com diagnóstico de HPB, é fundamental manter acompanhamento urológico regular.

4. A hiperplasia benigna da próstata aumenta o PSA?

Sim, a hiperplasia benigna da próstata aumenta o PSA de forma proporcional ao volume glandular. Cada grama de tecido prostático benigno eleva o PSA em aproximadamente 0,3 ng/mL. Portanto, valores elevados não indicam automaticamente câncer. O importante é avaliar a relação entre tamanho prostático e PSA, além de outros parâmetros como velocidade de crescimento e relação PSA livre/total.

5. Quais tratamentos modernos existem para hiperplasia prostática?

Os tratamentos modernos para hiperplasia prostática incluem técnicas minimamente invasivas como HoLEP (laser de hólmio), ThuFLEP (laser de túlio), GreenLight (laser verde), Rezum (terapia a vapor) e cirurgia robótica. 

Essas tecnologias oferecem excelentes resultados com menor risco de complicações, recuperação mais rápida e preservação da função sexual. O Dr. Jonathan Doyun Cha é especialista nessas técnicas avançadas.

6. Hiperplasia prostática benigna causa impotência?  

Não, a hiperplasia prostática benigna em si não causa impotência. A HPB afeta o fluxo urinário, não as estruturas responsáveis pela ereção. Entretanto, alguns medicamentos usados no tratamento podem impactar a função sexual.

Os inibidores da 5-alfa-redutase (finasterida, dutasterida) podem causar redução da libido ou dificuldade de ereção em 3 a 8% dos homens. Já os alfa-bloqueadores (tansulosina, doxazosina) raramente afetam a ereção, mas podem causar ejaculação retrógrada em 8 a 18% dos casos.

As cirurgias modernas para HPB, como HoLEP, ThuFLEP e cirurgia robótica, preservam as estruturas responsáveis pela ereção e apresentam baixíssimo risco de causar impotência. A maioria dos homens mantém a função erétil normal após esses procedimentos. Portanto, discuta abertamente com seu urologista as opções que melhor preservam sua vida sexual.

Consulta com Urologista

Clique para Agendar Consulta